Número de crianças que nasceram com Sífilis Congênita aumenta 15% em Ipatinga

 Número de crianças que nasceram com Sífilis Congênita aumenta 15% em Ipatinga

(Reprodução/ G1)

A doença é transmitida durante a relação sexual e é causada por uma bactéria. A testagem é a principal forma de diagnóstico.

A Secretaria Municipal de Saúde de Ipatinga registrou um aumento no número de crianças que nasceram com a Sífilis Congênita. O órgão emitiu um alerta, nesta terça-feira (14), para chamar a atenção da população quanto ao aumento da incidência de casos da Doença Sexualmente Transmissível nos últimos meses.

De acordo com a Prefeitura, em 2021, a taxa de crianças que nasceram com a doença saltou de 20,3% para 35,44%, ou seja, um aumento de 15,14%.

“A Sífilis Congênita preocupa bastante. A doença pode trazer sequelas quando transmitida de mãe para filho. O ideal é que a mulher inicie o pré-natal rapidamente, realize todos os exames recomendados e complete o tratamento, assim como seu parceiro”, explicou o secretário de Saúde, Cléber de Faria.

A Secretaria ainda ressalta a importância de o parceiro também aderir ao tratamento. Somente o diagnóstico precoce e a adesão da gestante e do parceiro garantem a prevenção da transmissão para o bebê. Se apenas a gestante aderir ao tratamento, ela corre o risco de se tratar e ser infectada novamente.

A Sífilis é transmitida por meio do contato íntimo, e a melhor maneira de proteção é usar o preservativo durante as relações sexuais. A infecção é causada por uma bactéria e tem cura. A testagem é a principal forma de diagnóstico e pode ser realizada nas unidades de Saúde.

No Brasil, de 2010 a 2020, foram registrados 783 mil casos de Sífilis Adquirida, que é quando se infecta por meio do sexo. Em 2010, foram 3.925 infectados e, 10 anos depois, o número subiu para 152.900. Os dados são da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com base em dados do Ministério da Saúde.

“Mesmo que não haja nenhum sintoma, é importante fazer o teste de Sífilis, que está disponível em nossas unidades de saúde. Principalmente pais e mães que esperam por um bebê precisam diagnosticar a doença quanto antes, para que o tratamento seja o mais rápido possível, preferencialmente nos primeiros três meses de gestação”, concluiu o secretário de Saúde.

Fonte: G1

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