“Se aderir ao Minas Consciente, Ipatinga fecha”, dizem empresários

 “Se aderir ao Minas Consciente, Ipatinga fecha”, dizem empresários

A Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) realizaram uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (4), com o objetivo de esclarecerem o posicionamento frente a possibilidade de adesão do programa Minas Consciente por parte da prefeitura de Ipatinga.

As entidades, com cadeiras cativas no Comitê Gestor de Crise da PMI, reafirmaram a objeção contra o novo modelo do programa do governo de Minas Gerais, declarando que as ações propostas pelo Minas Consciente representam um retrocesso na economia de Ipatinga, que foi severamente afetada desde o início da pandemia no município.

De acordo com com Cláudio Zambaldi, presidente da Aciapi, o Comitê ainda não foi convocado para definir se o município irá se adequar ou não as diretrizes do estado. A expectativa é de que essa reunião possa acontecer nos próximos dias. Até lá, o representante do comércio local alerta que, nos atuais moldes da Deliberação 17, todo o segmento considerado não essencial fecharia suas portas.

“Aderir hoje, é igual Governador Valadares, já fecha. O Minas Consciente deveria dar mais autonomia aos executivos, mas isso foi somente nas palavras e não foi cumprido”, afirma Zambaldi.

Segundo o presidente da CDL de Ipatinga, Amaury Gonçalves, o governo Zema deveria estar mais preocupado em equipar o sistema de saúde do estado do que investir em ações normativas de restrição das atividades comerciais. “O que nós precisamos nesse momento é de leitos de UTI, aparelhos de respiração, recursos humanos e infraestrutura para que os municípios possam enfrentar a Covid-19 de forma que possa causar o menor transtorno possível para as populações e suas economias. Só aderir ao Minas Consciente e fechar os estabelecimentos não resolve o problema”, declara.

Shopping

Na coletiva, Zambaldi reforçou o imbróglio existente entre a Justiça de Minas Gerais, administração de Ipatinga e Shopping Vale do Aço. Conforme o presidente da Aciapi, o estabelecimento está fechado por causa de uma ação do judiciário que trava a reabertura do empreendimento, a contra-gosto da PMI e dos órgãos empresariais da região. “Hoje, se continuarmos com a deliberação 17, o shopping será penalizado. Por isso que nós estamos nos mobilizando para que o estado reveja e dê mais autonomia para o Executivo, para que ele possa ter mais liberdade em todos os segmentos”, explica.

 

 

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