Hospital de Campanha em Ipatinga inicia trabalhos hoje para até 40 pacientes

 Hospital de Campanha em Ipatinga inicia trabalhos hoje para até 40 pacientes

Com todos os equipamentos instalados e pronto para ser utilizado a qualquer momento, o hospital de retaguarda montado na Escola Estadual Canuta Rosa, no bairro Cidade Nobre, pela Prefeitura de Ipatinga, tem capacidade inicial para atender até 40 pacientes, em leitos de Enfermaria. Havendo demanda, outros 160 podem ser montados, chegando a um total de 200.

Na manhã desta segunda-feira (8), o prefeito Nardyello Rocha, ao lado da secretária municipal de Saúde, Érica Dias, esteve no local e acompanhou os detalhes finais da montagem do aparato. A implantação do hospital foi apoiada por cidades da microrregião de Ipatinga com a disponibilização de instrumentos.

O prefeito Nardyello Rocha reafirma que o local é um ponto de apoio para receber pacientes com quadros de menor complexidade, que estejam com suspeita ou confirmados de contágio pela doença.

“É importante que fique claro para a população que o hospital de retaguarda é uma ação preventiva do Governo municipal. Ele somente será utilizado caso haja um esgotamento dos leitos de Enfermaria Covid-19 dentro do Hospital Municipal. Hoje nós temos apenas 50% da taxa de ocupação de leitos nesta categoria, mas esse crescimento exponencial de casos positivos em toda a região nos assusta e nos faz trabalhar com novas ações preventivas. Até o momento, não foi gasto nenhum recurso para a montagem deste hospital. Estamos lançando mão de maquinários que já tínhamos e realocamos, contando ainda com doações das cidades da microrregião, que também virão utilizar caso precisem. Todos entendem a importância dessa reserva técnica, estrategicamente preparada nas proximidades do Hospital Municipal”, explicou o chefe do Executivo.

A gerente da Seção de Urgência do Hospital Municipal, Kelly Cristina Ferreira Silva, reitera que preliminarmente a unidade de retaguarda é para absorver pacientes de baixa complexidade. “A princípio, dentro do próprio HMEM vamos aumentar os leitos de Enfermaria e, dependendo de certas condições, de UTI, para conseguirmos absorver todos os pacientes no hospital já existente. Mas, para uma eventual explosão de registros de Covid-19, já deixamos tudo organizado e preparado na Escola Canuta Rosa”.

Respiradores

Atualmente, o maior problema do município de Ipatinga, como da maioria das cidades brasileiras, no combate aos casos mais graves de Coronavírus, é a escassez de respiradores – equipamento essencial para utilização na UTI – em todo o mundo. Pelo quarto dia consecutivo, nesta segunda-feira, a taxa de ocupação de leitos UTI Covid-19 SUS em Ipatinga atingiu 100%.

O prefeito Nardyello Rocha informou que está em andamento um processo licitatório na modalidade pregão eletrônico, para a compra de respiradores. Assim o município tenta ampliar os números de leitos UTI Covid-19. Ele explicou: “Optamos em licitar para fazer da forma mais transparente possível, uma vez que infelizmente os preços estão muito além do valor de mercado. Nossa intenção é tentar comprar com urgência pelo menos mais dez respiradores completos. E para não realizar uma compra direta com fornecedor, fazemos por meio de licitação”.

Atualmente, o Hospital Municipal conta com dez leitos de UTI Covid-19 e dez UTI’s para as demais doenças. A Administração municipal também ampliou de 16 para 40 o número de leitos clínicos Covid-19 dentro do HMEM.

Novos profissionais

A gerente da Seção de Urgência do Hospital Municipal, Kelly Ferreira, explica que o município está realizando desde o mês passado a contratação de 200 profissionais da área de saúde para compor o quadro de servidores. “Até a data de hoje, aproximadamente 70 deste total que iremos convocar já se apresentaram e estão passando por treinamentos. São médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e outros. Eles estarão ligados ao Hospital Municipal e, se preciso for, irão atuar no hospital de retaguarda”.

O prefeito Nardyello Rocha faz questão de destacar que “o município possui atualmente um quadro de funcionários da área de saúde extremamente competente e comprometido. Porém, por se tratar de uma pandemia, é indispensável a contratação de um maior contingente de profissionais”.

“Os profissionais de saúde começam a ficar escassos no mercado” – acrescentou. Primeiro pela grande procura em todo o país e no mundo por essa mão de obra e, em segundo lugar, porque muitos deles acabam sendo afastados por contraírem a Covid-19 ou se apresentarem em condições suspeitas. Então já começamos a reforçar o nosso quadro de servidores”, concluiu.

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