Vacinação antigripe: Ipatinga alerta para a baixa procura

 Vacinação antigripe: Ipatinga alerta para a baixa procura

A Campanha de Vacinação contra a Gripe foi prorrogada até o dia 30 de junho, mas a Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria de Saúde, informou nesta terça-feira (2) um balanço parcial do trabalho realizado no município até o momento. Computadas todas as etapas já cumpridas, a cobertura chega a 92,9% do público-alvo.

Conforme os dados divulgados, em algumas classes de pessoas a procura se revela abaixo das expectativas. Foram vacinadas 1.126 gestantes, o que representa cerca de 51,5% da cobertura esperada, e 8.829 crianças, apenas 51,9% do alvo projetado. Na faixa etária de 55 a 59 anos, a procura foi ainda menor, com apenas 43,5% de adesão e 5.358 vacinados. 

Outras classes presentes nas fases anteriores, em que a cobertura não é calculada, também tiveram baixa procura. Caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, deficientes e pacientes com comorbidade também tiveram menos de 50% do número estimado como alvo. 

A Referência Técnica em Enfermagem pelo Departamento de Atenção Básica (DAB), Fabiana Figueiredo, destaca a importância do comparecimento de cada público específico. “São grupos bastante expressivos e também vulneráveis. Por isso os números se tornam preocupantes. Em todos os casos, direcionamos a campanha com grande intensidade para que os índices preconizados fossem atingidos, mas infelizmente a resposta ainda deixa a desejar. Como tivemos a extensão da campanha para o dia 30/06, gostaríamos de reforçar a necessidade da vacina. A gripe está aí, num momento em que todos vivem um delicado quadro de riscos para a saúde, e é fundamental que se lance mão das formas de proteção disponíveis”, acentuou. 

Fases da Campanha

Em 2020, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi dividida em três fases. A primeira teve início no dia 11/03, com foco nos idosos acima de 60 anos e trabalhadores da área de saúde.

Já na segunda fase, que começou no dia 16/04, o público-alvo foi o das forças de segurança e salvamento, mais as pessoas com doenças crônicas e condições clínicas especiais, além de caminhoneiros, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

A terceira e última etapa, iniciada em 18 de maio, mirou as pessoas com deficiência, professores, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, mães no pós-parto até 45 dias e pessoas de 55 a 59 anos de idade.

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