Ipatinga: comércio fechado pelo menos até o dia 10/06, veja o que poderá ficar aberto

 Ipatinga: comércio fechado pelo menos até o dia 10/06, veja o que poderá ficar aberto

Após reunião com o Comitê Gestor de Crise realizada na tarde desta segunda-feira (1), a Prefeitura de Ipatinga anunciou uma série de novas de medidas que buscam o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus; dentre elas, a suspensão de toda a atividade comercial considerada “não essencial”.

Supermercados, academias e outras atividades consideradas essenciais pelo governo federal, seguem funcionando normalmente dentro das diretrizes de distanciamento e horários alternativos, na busca por evitar aglomerações.

De acordo com o prefeito do município, Nardyello Rocha, a medida de fechamento do comércio vai durar, a princípio, até o dia 10 de junho quando será realizada uma nova reunião, que pode reavaliar as medidas restritivas.

Ao lado dos profissionais que compõem a Secretaria de Saúde, o prefeito trouxe números alarmantes sobre a condição da região no avanço do Covid-19. De acordo com levantamento do governo estadual, o Vale do Aço é a região de Minas Gerais com maior índice de infectados pela doença: 1,97. Os dados preocupam Nardyello e é a motivação para medidas mais duras de isolamento social.

Outra ação anunciada na coletiva foi a implantação de 4 barreiras sanitárias a partir da próxima quinta-feira (4), com o objetivo de fazer um controle mais rígido do fluxo de pessoas que trafegam na cidade, e também de cidadãos que chegam até Ipatinga vindos de outros municípios.

Leitos, respiradores e hospital de campanha

A prefeitura de Ipatinga também anunciou nesta segunda a chegada de 20 ventiladores que vão ajudar a compor a estrutura do hospital de campanha da cidade, que ficará localizado na Escola Estadual Canuta Rosa de Oliveira Barbosa, no bairro Cidade Nobre, a partir desta semana.

Segundo o prefeito, o hospital de campanha está em fase de acabamento e instalação elétrica. Nardyello frisa que o seu objetivo é dar suporte aos hospitais municipal e o HMC.

O chefe do Executivo lamenta a inflação que o mercado impõe sobre o preço de insumos para a Saúde. Ele afirma que a média de preço atual para um respirador é R$ 190 mil reais, inviabilizando um investimento em larga escala.

“Hoje, o valor de um respirador oferecido ao município é de R$ 190 mil e não é nem o valor que estamos discutindo porque existe o recurso para tal. É se nós temos a legalidade para comprar algo por esse preço, porque até pouco tempo era R$ 70 mil. Infelizmente nós estamos vivendo desse oportunismo. Um termômetro que antes era R$ 40 reais, hoje você encontra na praça a R$ 300 reais. Então infelizmente essa é a lei de oferta e procura”, pondera.

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