Greve de funcionários da Saritur não tem previsão de acabar; entenda

 Greve de funcionários da Saritur não tem previsão de acabar; entenda

Imagem: Gabriel Barroso / MaisVip

A greve dos funcionários da Saritur começou na madrugada desta quarta-feira (25) no bairro Distrito Industrial, em Ipatinga. A empresa realiza o transporte coletivo municipal em algumas cidades do Vale do Aço e deixa de operar os seus serviços nas ruas sem previsão de retorno.

O motivo da paralisação seria a falta de acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores de Coronel Fabriciano (Sinttrocel) e a prestadora de serviço de transporte com relação a correção salarial.

 

No fim da madrugada desta quarta-feira (25), com a confirmação da paralisação, a Procuradoria-Geral de Timóteo registrou um boletim de ocorrência na Polícia Militar contra a Saritur. O Município argumenta que a paralisação total do serviço público prestado pela concessionária do transporte coletivo fere o Contrato de Concessão PG-463/2012, afronta a Legislação do Município, além de prejudicar todos os usuários/consumidores (trabalhadores, estudantes, idosos, portadores necessidades especiais), em especial aqueles que residem nos bairros mais distantes do centro da cidade.

O Município requereu urgência à intervenção do Poder Judiciário, uma vez que a Saritur e o Sinttrocel não conseguiram resolver extrajudicialmente o impasse que resultou na paralisação de 100% da frota do transporte coletivo com risco de permanência/ extensão da paralisação.

Na última terça-feira (24), os Municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) – Timóteo, Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso – encaminharam para a Saritur contraproposta de reajuste tarifário para implementação de tarifa única de R$ 4,50, desde que ocorram melhorias reivindicadas pelos municípios.

Anteriormente a empresa havia apresentado proposta de um reajuste de 84,81% o que implicaria na elevação da passagem dos atuais R$ 4,10 para R$ 7,58.

O que diz a Saritur

Em nota, a Saritur informou que chegou a um acordo em todas as questões sociais mas esbarra em problemas ecônomicos. A empresa destacou o aumento do preço dos combustíveis, além do custo de peças, pneus e folhas de pagamento.

A responsável pelo transporte coletivo municipal também disse que negocia com os funcionários desde fevereiro e que foi marcada uma reunião no dia 02/06 (quinta-feira) para resolver os problemas.

“Estamos negociando com os trabalhadores desde fevereiro, respeitando a data base. Já chegamos a um acordo em todas as questões sociais, mas no econômico, não temos como evoluir. Os contratos no Vale do Aço estão completamente desequilibrados, em função do aumento de mais de 100% do combustível desde o último reajuste. Só esse item representa mais de 30% de aumento no custo, sem contar outros itens como peças, pneus e folha de pagamento. A média dos índices inflacionários no período foi de 38%. Ou seja, não temos condições de fazer qualquer proposta no momento.
Tivemos, nesta segunda-feira, a terceira reunião com representantes dos trabalhadores, representantes dos municípios, e Tribunal Regional do Trabalho. Foi marcada mais uma para o dia 02/06, por decisão do desembargador César Pereira da Silva Machado Júnior. Temos sido transparentes desde o início, mas fomos pegos de surpresa pela greve. Estamos trabalhando para que se resolva o mais rápido possível. Contamos com a compreensão dos trabalhadores para retornarem ao trabalho, para que não haja prejuízo para a população.”

 

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