Moro reduziu em 129 anos a pena do doleiro Youssef, que financiou campanha de Álvaro Dias

 Moro reduziu em 129 anos a pena do doleiro Youssef, que financiou campanha de Álvaro Dias

(Reprodução/ Capa Campinas)

O ex-candidato a presidência da República, Álvaro Dias (Podemos), que hoje é aliado e do mesmo partido do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) foi financiado em 1998 pelo doleiro Alberto Youssef, símbolo da Lava Jato. Youssef, que foi grampeado, preso e depois beneficiado por Sérgio Moro com a redução da pena de 132 anos para apenas cerca de 3 anos.

Youssef, que está fora da cadeia desde 2019, bancou parte das campanhas políticas do senador paranaense Álvaro Dias (Podemos-PR), principal aliado atual do ex-juiz Sergio Moro. É que revela reportagem de Felipe Bachtold e Vinicius Konchinski, publicada nesta quarta-feira, na Folha de S. Paulo.

“O operador financeiro Alberto Youssef, pivô da Lava Jato, financiou uma das campanhas eleitorais do agora maior aliado político de Sergio Moro, juiz símbolo da operação. Duas empresas de Youssef em 1998 pagaram R$ 21 mil (o equivalente a R$ 88 mil em valores atualizados) à campanha a senador de Alvaro Dias, hoje no Podemos e à época no PSDB. As informações estão na prestação de contas de Dias entregue naquele ano à Justiça Eleitoral no Paraná. As doações se referem a horas de voo em jatinhos que Youssef cedeu ao então candidato”, informam os jornalistas.

Ao que tudo indica, Moro já tinha essas informações durante a Lava Jato e blindou Alvaro Dias, uma vez que ambos já eram aliados políticos naquele período. Hoje, os dois estão no mesmo partido e os pagamentos que a consultoria estadunidense Alvarez & Marsal fez a Moro serão investigados pelo Tribunal de Contas da União. Isso porque a empresa lucrou com a quebra de grandes construtoras brasileiras e depois bancou Moro nos Estados Unidos – o que aponta possível conflito de interesses e corrupção numa prática conhecida como porta giratória. Saiba mais sobre o caso e apoie o documentário de Joaquim de Carvalho sobre o enriquecimento do ex-juiz suspeito Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol.

 

 

Fonte: Carta Campinas

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