Bolsonaro deve anunciar Jorge Oliveira como novo ministro da Justiça

 Bolsonaro deve anunciar Jorge Oliveira como novo ministro da Justiça

Bolsonaro deve anunciar Jorge Oliveira como novo ministro da Justiça

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve anunciar Jorge Oliveira, atualmente ministro da Secretaria-Geral da Presidência, como o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, no lugar de Sergio Moro, que deixou o cargo na última sexta-feira (24).

Fontes do Planalto confirmaram que, depois de muito resistir, Oliveira acabou aceitando o cargo na Justiça. Ele era o nome que a família Bolsonaro queria na pasta. Neste sábado (25), ele se reuniu com o presidente na residência oficial do Palácio da Alvorada.

O governo também já se decidiu sobre o novo diretor-geral da Polícia Federal. Vai ser Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Nacional de Inteligência (Abin). A vaga no comando da PF foi aberta depois que Bolsonaro exonerou o delegado Maurício Valeixo. A saída de Valeixo foi um dos motivos que levaram Moro a deixar o governo, alegando tentativa de interferência política do presidente na PF.

Bolsonaro x Moro

Sérgoi Moro pediu demissão após o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo ser exonerado do cargo no fim da noite dessa quinta (23). Dias antes, o presidente Bolsonaro teria dito que faria a troca sem o aval do ministro; o fato foi ser um dos motivos que levaram Moro a pedir demissão.

Durante a coletiva em que anunciou seu pedido de demissão, na manhã de sexta-feira (24), Moro fez graves denúncias contra o presidente, alegando que ele queria interferir na PF, por exemplo.

No fim da tarde do mesmo dia, Bolsonaro também foi a publicado rebater as acusações do agora ex-ministro. Afirmando, por exemplo, que Moro disse a ele que aceitaria a substituição do diretor-geral da Polícia Federal, mas em novembro, depois de ser indicado para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Inquérito

O chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR), Augusto Aras, pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF), para abrir um inquérito para investigar as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça.

Com o pedido da PGR, Bolsonaro poderá responder por:

  • falsidade ideológica;
  • coação no curso do processo – uso de violência ou ameaça contra uma pessoa em processo judicial ou administrativo, por interesse próprio;
  • advocacia administrativa – promoção de interesse privado na administração pública;
  • prevaricação – quando o agente público retarda ou não pratica ato previsto em lei para satisfazer interesse pessoal;
  • obstrução de justiça;
  • corrupção passiva privilegiada;
  • denunciação caluniosa e crimes contra a honra – calúnia, injúria e difamação.

 

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