Rodrigo Mussi fará nova cirurgia; médicos explicam

 Rodrigo Mussi fará nova cirurgia; médicos explicam

Imagem: Reprodução/Instagram

Após o novo boletim médico do Hospital das Clínicas, divulgado nessa terça-feira (5), externar que Rodrigo Mussi terá de realizar uma nova cirurgia nesta quinta-feira (7) para retirar a “gaiola médica” que encontra-se em sua perna.

Em conversa com o Metrópoles, o Dr. Mauro Zyman, ortopedista e traumatologista, explicou que as fraturas expostas são as quais os cortes expõem os ossos do paciente e, por isso, é que os fixadores externos [popularmente conhecidos como gaiolas] foram utilizados. Ainda segundo ele, a sua retirada é um sinal de que ele vem reagindo bem à cirurgia:

“Eu não consigo falar especificamente sobre o caso do Rodrigo Mussi porque não temos todos os detalhes, mas nos casos das fraturas expostas, o melhor tratamento é a colocação de um fixador externo mesmo; a conhecida gaiola. Ele é colocado de forma provisória, estabiliza a perna e facilita a portabilidade do paciente. Com ela, é possível também analisar a pele, os cortes e se o membro está muito inchado ou não. Após alguns dias com a gaiola, se o paciente reage bem e é possível realizar uma fixação definitiva, ela precisará ser retirada. A equipe médica retira e coloca uma fixação interna, como por exemplo a haste intramedular, que fica dentro do osso e não deixa nenhum material externo e se torna um método definitivo e sem necessidade de novas cirugias”, explicou.

Doutor Rodrigo Luiz Vetorazzi, médico ortopedista e coordenador da ortopedia do Hospital Albert Sabin de São Paulo, explicou à coluna do Léo Dias, do Metrópoles, o que é o fixador externo e o porquê se dá a mudança.

“O fixador externo (gaiola) é usado como um tratamento para melhorar as partes moles para que o osso possa continuar fixo e que o músculo desinche e os curativos cicatrizem. Geralmente entre 10 e 14 dias, as vezes até menos, a equipe médica tira o fixador externo e muda para a haste interna, que serpa definitiva”, disse ele.

A coluna conversou também com o doutor Rodrigo Camisão, que é especialista em trauma ortopédico e cirurgia do pé e tornozelo. “Rodrigo Mussi sofreu o que nós chamamos de politrauma, que é quando o paciente sofre lesão em mais de um sistema que ameaça a vida. O termo técnico para a gaiola é fixador externo, que serve justamente para o controle de dano nessa fase inicial. Colocamos no osso fraturado por ser um procedimento mais rápido e que permite que a pele e os tecidos que envolvem o osso sejam cicatrizados e possam desinchar até o paciente ter uma melhora do seu quadro clínico”, explicou.

“Se os médicos já estão pensando em trocar o fixador pela haste, isso é um indicativo de melhora do quadro do Rodrigo Mussi. O pós- operatório da colocação da haste em si não costuma ser muito doloroso, geralmente o paciente é estimulado a andar no quarto no dia seguinte à cirurgia. Mas é claro que temos de ver o contexto desse paciente específico que teve uma lesão no cérebro, então é um pós-operatório que vai necessitar de alguns cuidados. Fisioterapia é extremamente importante e eu geralmente não coloco um limite de tempo nela. A fratura demora em torno de seis a oito semanas para cicatrizar”, completou o especialista.

 

 

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Fonte: Metrópoles

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