Mãe acusada por internautas de explorar filha, grava vídeo se defendendo

 Mãe acusada por internautas de explorar filha, grava vídeo se defendendo

A família do canal infanto-juvenil “Fran para meninas” virou alvo de polêmica nos últimos dias das redes sociais por conta de vídeos publicados. Fãs sugeriram que Francinete, mãe de Bel, de 13 anos, e Nina, de 5 anos, estaria obrigando as próprias filhas a se exporem a situações constrangedoras em nome do humor no conteúdo. Francinete e Maurício, pais das crianças, se defenderam das acusações após o contato do EXTRA.

“A nossa família é responsável por diversos canais de comunicação, que somam cerca de 21 milhões de seguidores. Dito isso, por meio de nossos canais passamos a publicar conteúdos controlados, vez que não se trata de um reality show onde estaríamos 100% expostos. Pelo contrário, nós escolhemos os conteúdos que publicamos, muitas das estórias são de ficção criadas por nós dentro da temática que abordamos. Não se trata de expor a nossa relação interpessoal e familiar, mas se trata de expor certos acontecimentos nas hipotéticas relações interpessoais familiares em geral, nas quais eventualmente nos incluimos”, diz trecho da nota.

Nas redes sociais, a família publicou uma foto em que aparecem juntos e acusaram as pessoas de passarem de “espalharem ódio gratuito”. “Nós seguimos acreditando na família e no amor”, diz o texto, que teve os comentários restringidos.

Devido às denúncias, o Conselho tutelar de Maricá visitou a casa da família para uma primeira análise. Em entrevista coletiva, comandada por Alan Christi, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, os profissionais disseram que a família está abalada.

“Estivemos com a família esta manhã (de quarta, dia 20) e oferecemos todo o apoio. A família está fragilizada, com medo de sair de casa pela repercussão nacional. A adolescente (Bel) está lúcida, conectada, submersa nessa avalanche de informação. O que nos parece é que ela quer entender tudo isso. Se a família é vítima, ou autora de violência, não cabe a nós, cabe aos órgãos de justiça. Este é um processo que está só começando. Nós temos outros procedimentos. Num primeiro contato, ela está bem. Mas teremos ainda escuta qualificada, vamos pegar os vídeos… Não nos cabe julgar” , explicou Jorge Márcio, coordenador do Conselho tutelar de Maricá.

A nota enviada pela família também fala sobre o momento de fragilidade que estão vivendo.

“Saímos de nossa situação de paz em família e estamos sendo obrigados a tomar atitudes contra falsas acusações que estão ocorrendo contra nosso nome. Optamos, portanto, em proteger os nossos filhos, fundamentando nossas ações no Estatuto da Criança e do Adolescente e não vamos participar de programas sensacionalistas – como estamos sendo pressionados a fazer. Na realidade, esse é o objetivo desses canais, e a nossa participação nesses programas faria com que tais veículos aumentassem ainda mais a sua audiência, à custa de nosso sofrimento.”

Questionados se o conteúdo do canal sofreria alterações, ou se alguma resposta seria gravada em vídeo, a família limitou-se a dizer que vai “continuar expondo o conteúdo controlado, como sempre fizemos, respeitando nossos seguidores.”

Confira vídeo dos pais de Bel dando a versão deles: https://www.youtube.com/watch?v=dA16O3eiFr4

Uma mãe esta sendo acusada de explorar e abusar psicologicamente de sua filha na internet, e postagens acusando esse “abuso” acabaram viralizando no twitter, e a hacktag #SaveBelParaMeninas chegou a ficar no tópico dos assuntos mais comentados do mundo.

Bel é uma menina, que ficou famosa antigamente quando ainda era criança, mas esta entrando na sua adolescência, e segundo alguns internautas a sua mãe não consegue lidar com esse fato, e força a menina a se sentir eternamente uma criança, como mostra algumas postagens a seguir, feitas por um usuário no twitter. Trechos de vídeos do canal foram postados para provar que Bel parecia triste ou desconfortável em algumas situações, dando a entender que a menina havia sido submetida a gravar determinados conteúdos.

FONTE: Extra.globo

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