Três em cada dez MEIs fecham as portas antes dos cinco anos de atividade, diz Sebrae

 Três em cada dez MEIs fecham as portas antes dos cinco anos de atividade, diz Sebrae

Entre os motivos que determinam o fim de um negócio estão falta de capital para sobreviver no início, dificuldade de acesso à crédito e despreparo. (Reprodução/Facebook/Sebrae SP)

Manutenção de novos negócios exige plano a longo prazo; categoria de microempreendedores individuais é a que mais sofre para manter a empresa aberta

Uma pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) faz um alerta para quem pretende abrir um negócio. A categoria de microempreendedores individuais é a que mais sofre para manter a empresa aberta nos primeiros cinco anos. A taxa de mortalidade é de 29%, o que equivale dizer praticamente que 3 em cada 10 MEIs acabam não tem sucesso. A arquiteta gaúcha Gabrielle Marasciulo decidiu, em plena pandemia, fazer algo paralelo à profissão e empreender. Ela e a mãe abriram uma loja virtual de roupas femininas. Os desafios que encontraram foram maiores do que imaginavam. “A gente está meio em dúvida em questão de continuar. Quando a gente abriu a loja, acho que por uns dois meses a gente vendeu um produto. Foi bem pouco. Hoje a gente consegue ver que iniciamos de uma maneira errada. A gente quis que o negócio tivesse tudo e, hoje em dia, querendo ou não, você tem que se tornar referência em alguma coisa. Por exemplo, a gente precisa ser referência em algum produto, algo que a pessoa pensasse e lembrasse da nossa loja”, diz Gabrielle.

O estudo do Sebrae foi feito com entrevistas e também cruzando dados da Receita Federal. A pesquisa mostra ainda o impacto da pandemia no perfil dos negócios. 42% dos entrevistados relataram estar desempregados antes de decidir abrir uma empresa. O número de pessoas que empreenderam por oportunidade caiu em comparação com a última pesquisa. Já o número dos que empreenderam por necessidade aumentou, atingindo 30% do total. Entre os motivos que determinam o fim de um negócio estão falta de capital para sobreviver no início, dificuldade de acesso à crédito e despreparo. Wilson Pôite, diretor superintendente do Sebrae-SP, lembra que o órgão está a disposição para orientar quem precisa. Até porque ter um planejamento é determinante para o sucesso. “Basicamente é planejamento, disciplina financeira, aprender a vender, seja pelo WhatsApp, seja por qualquer meio digital, entregar em casa e conversar muito com a sua rede de clientes, com fornecedores e até com concorrentes”, oriente Pôite. Durante a pandemia, os atendimentos do Sebrae-SP cresceram. Em 2020 e no inicio de 2021, os agentes têm atendido em média três vezes mais do que em 2019.

Fonte: Jovem Pan

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