Protesto de policiais interdita avenida dos Andradas, na praça da Estação

 Protesto de policiais interdita avenida dos Andradas, na praça da Estação

Foto: Videopress Produtora

Policiais de Minas Gerais protestam, na manhã desta segunda-feira (21), contra o governo Romeu Zema (Novo) e em prol de reajustes salariais para a categoria. O grupo se concentra na praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, e segue em seguida para a praça da Assembleia.

Organizado pela Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais, o ato recebeu o aval do comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, que por meio de uma nota oficial se manifestou reconhecendo a legitimidade do movimento.

O comandante disse que se mantém “engajado na defesa dos interesses e direitos da corporação” e alertou para que as manifestações sejam pacíficas. “Cuidemos para que nenhuma ação retire o brilho do respaldo que nossa instituição conquistou até hoje, inclusive reconhecida como patrimônio do povo mineiro. Qualquer ato que saia do campo de uma manifestação pacífica poderá fazer com que a nossa marca seja apedrejada e dificulte a manutenção de nossa sustentabilidade”, disse.

A declaração também esclarece que a corporação continuará em negociação com o governo do Estado, “que já reconheceu nossas perdas inflacionárias e busca soluções para a reposição da remuneração da tropa, que tem se desdobrado para que o Estado continue a ser referência em segurança pública”, destacou.

Em comunicado aos policiais, a Associação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (AOPMBM) disse que as negociações por recomposição salarial se arrastam desde 2019, sem uma definição por parte do governo.

Segundo o presidente da associação, Coronel PM Ailton Cirilo, não dá para esperar mais, é hora de definir e os policiais não podem aceitar um Regime de Recuperação Fiscal que prejudique as forças de segurança do Estado.

Resposta do Governo

O governo respondeu aos questionamentos por meio de nota na qual reafirma sua disposição para negociar. Confira na íntegra:

“O Governo de Minas mantém diálogo aberto com todas as categorias, levando em conta as necessidades dos servidores e o importante trabalho prestado por eles ao Estado. Mesmo diante a todas as dificuldades financeiras enfrentadas e aprofundadas pela crise sanitária da pandemia, em 2020, foi concedido reajuste de 13% para as forças de segurança.

Com a adesão ao RRF, projeto que aguarda análise da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Estado terá condições de aplicar a recomposição da inflação nos salários de todas as categorias do funcionalismo público, e dar continuidade ao pagamento das dívidas herdadas, como os repasses para os municípios e os depósitos judiciais.

Atualmente, as despesas obrigatórias do Estado ultrapassam 100% da arrecadação na maior parte dos anos e a perspectiva é que elas permaneçam próximas desse patamar. O Governo de Minas tem se dedicado para conseguir, mesmo nesse cenário, trazer melhorias para os servidores, pois reconhece o trabalho valoroso que eles prestam.

Atualmente as despesas do Estado ultrapassam 100% da arrecadação na maior parte dos anos e a perspectiva é que elas permaneçam nesse patamar. O Governo de Minas tem se dedicado para conseguir, mesmo nesse cenário, trazer melhorias para os servidores, pois reconhece o trabalho valoroso que eles prestam”.

 

Veja mais: Entenda por que os policiais de Minas Gerais fazem protesto contra o governo

Forças de segurança levam caixões de Zema e Simões em protesto

Além de diversas faixas com reivindicações e críticas ao governo, manifestantes das forças de segurança levaram dois caixões para o protesto da categoria que ocorre na manhã desta segunda-feira (21) na Praça da Estação, em Belo Horizonte.

Em um dos caixões, foi afixada uma foto do governador Romeu Zema (Novo). No outro, a imagem é do secretário geral de Estado, Mateus Simões (Novo).

Lideranças sindicais estão irritadas com o secretário porque ele disse em entrevista que não houve demanda por uma reunião com o governo nesta segunda-feira (21).

As lideranças consideram que é o governo que não dialoga com as categorias e não o contrário.

Forças de segurança levam caixões de Zema e Simões em protesto
Foto: Flávio Tavares / O Tempo

 

 

Fonte: O Tempo/ Hoje em Dia

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