UFMG vai testar vacina chinesa contra a Covid-19

 UFMG vai testar vacina chinesa contra a Covid-19

A UFMG é um dos 12 centros brasileiros que conduzirão testes da fase 3, em humanos, da contra o novo coronavírus desenvolvida por uma biofarmacêutica chinesa. O fármaco é considerado um dos mais promissores em todo o mundo.

Portanto, a empresa sediada em Pequim fornecerá as doses necessárias para a realização dos testes clínicos, que serão coordenados nacionalmente pelo Instituto Butantan, de São Paulo. O objetivo dos ensaios, que deverão começar ainda neste mês, é avaliar a eficácia e a segurança da vacina. Além disso, nove mil voluntários brasileiros deverão participar dos

testes em seis estados: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Para iniciar os testes da Corona Vac, o Instituto Butantan aguarda o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Em Minas Gerais, o parceiro do Butantan é o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos (CPDF) do ICB. Sua eficácia é comprovada para outras doenças, como gripe comum, poliomielite, vacina vale-se de tecnologia já conhecida -com vírus purificado e inativado difteria e tétano, hepatite A e B, além de infecções meningocócicas e pneumocócicas.

A expectativa é de que sua aprovação possa ocorrer mais facilmente. Os estudos pré-clínicos e clínicos de Fase 1 e 2 demonstraram que a vacina tem perfis favoráveis de imunogenicidade e segurança.

Os testes revelaram que a CoronaVac induziu a produção de anticorpos neutralizantes específicos para Sars-COV-2 em camundongos, ratos e primatas não humanos. Esses anticorpos ativam 10 estirpes representativas de Sars-COV 2, “o que sugere a possibilidade de que ela possa neutralizar outras estirpes do novo coronavírus”, afirmam autores de um estudo publicado em maio na Revista Science.

A Sinovac Biotech também já realizou testes em cerca de 1 mil voluntários chineses nas fases 1 e 2.

Na cidade de São Paulo, os testes serão conduzidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas e pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Outras instituições paulistas envolvidas são a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, o Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. Com informações do site DeFato. 

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