Zema se posiciona após não assinar carta aberta de governadores contra presidente

 Zema se posiciona após não assinar carta aberta de governadores contra presidente

Zema se posiciona após não assinar carta aberta de governadores contra presidente

 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se posicionou na noite desse domingo (19) após receber diversas críticas por não ter assinado a carta aberta dos governadores contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido); ao todo, 20 governadores assinaram a carta.

Nesse domingo (19), o presidente participou de uma manifestação em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Centenas de pessoas se aglomeraram em torno do presidente, enquanto ele discursava.

Apoiadores de Bolsonaro, alegam que o ato foi em favor do presidente da República e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM). Porém diversas faixas escritas “Intervenção Militar Já com Bolsonaro” foram vistas com os manifestantes.

Após a participação do presidente na manifestação, os governadores de 20 estados brasileiros assinaram uma carta aberta à sociedade em defesa da democracia.

Confira o posicionamento do governador de Minas:

 

Governadores que assinaram a carta:

  • Renan Filho (MDB) – Governador do Estado de Alagoas
  • Waldez Góes (PDT) – Governador do Estado do Amapá
  • Rui Costa (PT) – Governador do Estado da Bahia
  • Camilo Santana (PT) – Governador do Estado do Ceará
  • Renato Casagrande (PSB) – Governador do Estado do Espírito Santo
  • Ronaldo Caiado (DEM) – Governador do Estado de Goiás
  • Flávio Dino (PCdoB) – Governador do Estado do Maranhão
  • Mauro Mendes (DEM) – Governador do Estado de Mato Grosso
  • Reinaldo Azambuja (PSDB) – Governador do Estado de Mato Grosso do Sul
  • Helder Barbalho (MDB) – Governador do Estado do Pará
  • João Azevêdo (CIDADANIA) – Governador do Estado da Paraíba
  • Paulo Câmara (PSB) – Governador do Estado de Pernambuco
  • Wellington Dias (PT) – Governador do Estado do Piauí
  • Wilson Witzel (PSC) – Governador do Estado do Rio de Janeiro
  • Fátima Bezerra (PT) – Governadora do Estado do Rio Grande do Norte
  • Eduardo Leite (PSDB) – Governador do Estado do Rio Grande do Sul
  • Carlos Moisés (PSL) – Governador do Estado de Santa Catarina
  • João Doria (PSDB) – Governador do Estado de São Paulo

Governadores que NÃO assinaram a carta:

  • Romeu Zema (NOVO) – Governador do Estado de Minas Gerais
  • Gladson Cameli (PP) – Governador do Estado do Acre
  • Wilson Lima (PSC) – Governador do Estado do Amazonas
  • Ibaneis Rocha (MDB) – Governador do Distrito Federal
  • Ratinho Júnior (PSD) – Governador do Estado do Paraná
  • Marcos Rocha (PSL) – Governador do Estado de Rondônia
  • Antonio Denarium (PSL) – Governador do Estado de Roraima

 

Carta Aberta à Sociedade Brasileira em Defesa da Democracia

 

“O Fórum Nacional de Governadores manifesta apoio ao Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e ao Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diante das declarações do Presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a postura dos dois líderes do parlamento brasileiro, afrontando princípios democráticos que fundamentam nossa nação.

Nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises, temos testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara têm se conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios brasileiros. Ambos demonstram estar cientes de que é nessas instâncias que se dá a mais dura luta contra nosso inimigo comum, o coronavírus, e onde, portanto, precisam ser concentrados os maiores esforços de socorro federativo.

Nossa ação nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios tem sido pautada pelos indicativos da ciência, por orientações de profissionais da saúde e pela experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da pandemia, buscando, neste caso, evitar escolhas malsucedidas e seguir as exitosas.

Não julgamos haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional, ainda que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos.

Consideramos fundamental superar nossas eventuais diferenças através do esforço do diálogo democrático e desprovido de vaidades.

A saúde e a vida do povo brasileiro devem estar muito acima de interesses políticos, em especial nesse momento de crise.”

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