Vai faltar cerveja? Indústria enfrenta escassez de garrafas de vidro

 Vai faltar cerveja? Indústria enfrenta escassez de garrafas de vidro

(Reprodução/ O Dia)

De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o mercado ainda sente o efeito gerado pela pandemia na cadeia de insumos e produção de embalagem

 A indústria brasileira enfrenta, desde o último ano, a escassez de garrafas de vidro, que causa impacto, principalmente, nos setores de cervejas e de vinhos. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), a indústria, no geral, vem sofrendo com a carência de insumos ocasionada pela alta demanda atual.
Além disso, segundo a associação, o mercado ainda sente o efeito gerado pela pandemia na cadeia de insumos e produção de embalagem. “Especificamente no setor cervejeiro, estamos constantemente em contato com parceiros, fornecedores e distribuidores com o objetivo de buscar soluções para a normalização e menor impacto possível a todo o ecossistema”, acrescentou o Sindicerv, em nota.
O empresário João Diniz, sócio fundador da rede Bla Blá Champanheria, que tem dois rótulos de espumantes próprios desenvolvidos em parceria com a Casa Perini, já registra a falta da bebida em função da escassez do insumo. “Tem o produto, mas não tem garrafas para envasar o vinho. Então, muitas vezes, eu fico sem o item na rede Bla Blá justamente pela falta do vidro. E também tivemos um acréscimo de 20% no valor do produto final por conta dessa dificuldade”, contou.
O que dizem as cervejarias
Em nota, a Ambev afirmou que vem acompanhando a disponibilidade de vidro no mercado. “Temos uma estratégia comercial proativa para enfrentar este desafio da indústria, planejando nossa produção com antecedência e aproveitando nossa presença global única para melhor atender às necessidades dos consumidores”, disse.
A empresa acrescentou que tem a Ambev Vidros no Rio de Janeiro, fábrica que produz garrafas de vidro a partir da reciclagem de cacos e “que é uma das maiores recicladoras de cacos de vidro na América Latina”.
“Mais de 50% da matéria-prima utilizada na unidade são cacos oriundos de parcerias com empresas de logística reversa e cooperativas. Além da reciclagem de vidro, investimos também em garrafas de vidro retornáveis, que podem ser reutilizadas mais de 20 vezes por ano, evitando a necessidade de produzir mais garrafas”, completou.
A Heineken informou que, como se trata de uma questão do setor como um todo, prefere se posicionar somente por meio do Sindicerv. O Grupo Petrópolis não respondeu até a última atualização desta reportagem.
Fonte: O Dia

Publicações relacionadas

X