Babá mantida em cárcere privado pula de 3º andar para fugir de patroa na BA

 Babá mantida em cárcere privado pula de 3º andar para fugir de patroa na BA

Imagens nas redes sociais mostraram o resgate de Raiana (Reprodução/Redes Sociais)

Raiana pulou do terceiro andar do prédio onde trabalhava como babá na quarta-feira

Uma mulher pulou do terceiro andar de um prédio em Salvador-BA para fugir da patroa. Ela trabalhava no local como babá e era mantida em cárcere privado.

O caso aconteceu na última quarta-feira (25) e foi divulgado pela TV Bahia, afiliada da Globo na região. À emissora, Raiana Ribeiro da Silva contou como viu sua vida se transformar em pesadelo em cerca de uma semana.

A jovem de 25 anos vivia na cidade de Itanagra, a 150 km da capital baiana, quando encontrou a oportunidade de emprego. Raiana começou no novo trabalho na última quinta-feira (19), mas, passados poucos dias, comunicou à patroa que não seguiria no cargo.

A garota disse à empregadora que “não dava mais” para ela e que havia encontrado uma outra oportunidade, mais vantajosa. Foi aí que teria começado a ser agredida.

Raiana relatou os detalhes da fuga (Reprodução/TV Bahia)

“A agressão começou na terça-feira. Começou porque eu falei para ela que não dava mais para mim, que eu ia sair na quarta-feira. Aí ela falou: ‘Vou te mostrar, vagabunda, se você sai’. E aí, começou a me agredir”, contou. “Ela me batia, puxava meu cabelo, me mordeu. Várias agressões… Dava tapa.”

As agressões evoluíram para cárcere privado na manhã de quarta-feira, quando Raiana foi trancada pela patroa em um banheiro da residência. Mantida no local sem alimentação e hidratação, ela decidiu arriscar-se.

A jovem tentou sair pelo basculante do banheiro, mas no meio do caminho percebeu que não alcançaria uma janela do outro lado e se atirou do terceiro andar.

Raiana foi resgatada com vida e levada para um hospital da região, onde foi diagnosticada uma fratura no pé. Ela recebeu alta na quarta-feira, mas ficará de cama por alguns dias.

Vítima enviou áudios à família

Durante o período em que foi mantida trancada, Raiana ficou sem comunicação com o mundo exterior. Ela teve o celular retirado pela patroa, mas, antes disso, relatou a familiares as agressões que estava sofrendo.

“Oh, meu Deus, chama a polícia. Eu estou sendo agredida aqui. Estou sendo agredida aqui, nega, no trabalho, no Imbuí. Chama a polícia, chama a polícia, por favor, por favor”, disse, em áudio exibido pela TV Bahia.

Os familiares tentaram responder o contato, mas o aparelho já estava sob posse da patroa. Parentes chegaram a ir a Salvador para tentar encontrar a mulher, sem sucesso.

Caso é investigado

A ocorrência foi registrada e o caso está sendo investigado pela 9ª Delegacia Territorial. Segundo a Polícia Civil, a patroa de Raiana foi intimada a depor nesta quinta-feira.

Fonte: Yahoo

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