Médico que abusava de pacientes, Abdelmassih, vai para prisão domiciliar

 Médico que abusava de pacientes, Abdelmassih, vai para prisão domiciliar

Médico que abusava de pacientes, Abdelmassih, vai para prisão domiciliar

 

O ex-médico Roger Abdelmassih, preso por abusar de pacientes, vai para a prisão domiciliar. A Justiça de São Paulo determinou que ele pode cumprir pena em prisão domiciliar por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A decisão da juíza Sueli Zeraik é da última quinta-feira (9), mas só foi disponibilizada no sistema da Justiça nesta terça-feira (14). Até as 12h20, Abdelmassih não havia deixado a P2 de Tremembé.

A defesa dele havia entrado com o pedido de prisão domiciliar alegando que ele faz parte do grupo de risco da doença, já que ele possui 76 anos de idade e doenças cardíacas e respiratórias. No documento, a advogada de defesa e esposa dele, Larissa Abdelmassih, reforça a urgência de que ele seja colocado em prisão domiciliar, tendo em vista que caso fosse infectado, estaria duplamente em risco, pela idade avançada e doenças cardíacas.

O ex-médico está preso em Tremembé (SP), ele foi condenado a 173 anos, seis meses e 18 dias de prisão por abusar sexualmente de pacientes.

Abdelmassih cumpria prisão domiciliar desde 2017, quando conseguiu o benefício após provar doença cardíaca grave. O benefício foi revogado em agosto de 2019 depois que um preso médico alegou que ele teria forjado seu quadro clínico. Após um tempo internado em um hospital penitenciário na capital, voltou ao presidio em Tremembé em outubro de 2019. Desde então, tenta recurso para voltar a cumprir a pena em casa.

A juíza destaca que a concessão de saída antecipada dos regimes fechado e semiaberto para presos do grupo de risco é uma orientação do Conselho Nacional de Justiça diante da pandemia de coronavírus. Na decisão, a juíza cita que Abdelmassih é idoso e com diversas comorbidades, entre elas cardíacas e respiratórias, o que o coloca em grupo de risco da doença.

A medida vale por 90 dias e após esse prazo, o caso deve ser avaliado novamente para decidir a possibilidade de prorrogação. Abdelmassih não poderá se ausentar ou mudar de casa sem autorização da Justiça e deve comparecer em juízo sempre que solicitado. Ele não terá que usar tornozeleira eletrônica por causa da insuficiência de equipamentos no Estado.

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