Mercado reduz de novo a previsão de inflação em 2022 e eleva a de 2023

 Mercado reduz de novo a previsão de inflação em 2022 e eleva a de 2023

Imagem: Moisés Silva

Boletim Focus também traz otimismo maior com o PIB deste ano, mas cenário mais difícil no ano que vem

 

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central para o Boletim Focus voltaram a reduzir a previsão para a inflação oficial no Brasil no fechamento do ano de 2022. Contudo, mais uma vez elevaram as previsões para o índice em 2023. O mesmo já havia acontecido nas últimas semanas, de acordo com o relatório de mercado divulgado pela instituição, o que condiz com a aposta dos especialistas de que a redução artificial do preço dos combustíveis e da energia poderiam ajudar a reduzir o IPCA em 2022, mas pressionaria os preços no ano que vem..

Agora, o mercado financeiro projeta uma inflação de 7,30% ao final do ano atual. Há uma semana, esse índice estava em 7,54%. Por outro lado, a expectativa para o IPCA de 2023 passou de 5,20% para 5,30%. Se a previsão se confirmar, o país terá mais um ano com descumprimento da meta de inflação, que é de 3,25% no ano que vem, com 1,5 ponto percentual de intervalo de tolerância.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), que mede o tamanho da economia brasileira, também sofreu novo ajuste para cima. Agora o mercado aposta em um crescimento de 1,93% em 2022, contra 1,75% estimado na semana passada. Para 2023, houve leve ajuste para baixo, passando de 0,50% para 0,49%. Também houve redução das expectativas de crescimento para 2024: de 1,80% para 1,70%.

Os analistas passaram a calcular também um dólar mais valorizado. Agora, a expectativa é de que a moeda norte-americana feche  ano em R$ 5,20, contra R$ 5,13 esperados na última semana. Para 2023, a aposta agora é de um dólar também a R$ 5,20, em vez de R$ 5,10 da última previsão.

O mercado não alterou sua expectativa para a taxa básica de juros da economia brasileira. A aposta é que a Selic terminará o ano dem 13,7% e, no ano que vem, deve cair para 10,75%.

 

 

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Fonte: O Tempo

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