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Coluna do Danilo Emerich

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Qual será o momento do eleitor em 2022?

 Qual será o momento do eleitor em 2022?

Uma eleição nunca é igual à outra, uma vez que, a cada pleito, o momento do eleitor é diferente. Tudo depende do contexto. Em 2018, tivemos o desejo pela volta aos valores e tradições; uma onda mais conservadora, digamos assim. Já em 2022, a aposta será outra.

Em qual cenário estaremos no próximo ano? Em primeiro lugar, ainda vivemos uma pandemia, que causou sérios danos para a Saúde e a Economia do país. Não importa se você é de direita ou esquerda, isso é inegável. Centenas de milhares de vidas foram perdidas. São avós, avôs, mães, pais, irmãos, tios, sobrinhos, primos, amigos. Nesse ritmo, até as eleições de 2022, todo mundo terá perdido alguém da  família para o Covid-19.

A vacinação é outro cenário que precisamos avaliar. Ela estará completa? As vacinas atuais valerão para possíveis novas variantes? Haverá novas ondas de contaminação?

Também temos um contexto de grave crise econômica. Milhares de empresas fecharam, o desemprego cresceu, o poder de compra encolheu, os preços estão cada vez mais altos. Além disso, chegaram ao fim os auxílios emergenciais fornecidos pelo poder público. O resultado, mais uma vez, é o avanço da miséria.

Dessa forma, em 2022, os candidatos que tiverem propostas para a retomada de empregos e desenvolvimento social e econômico terão mais atenção do eleitor. Propostas na área da Saúde também terão destaque. Porém, acima de tudo, será a campanha da empatia. O candidato precisará se colocar no lugar do eleitor, para levar a mensagem certa e conquistar o voto!

Outro ambiente ao qual os candidatos precisam se atentar é quanto aos hábitos do eleitor, cada vez mais digital, mais conectado, mais segmentado. Aqueles candidatos que não investirem desde agora para se tornar conhecidos antes da eleição, bem como aqueles da era analógica, passarão apuros no momento da votação.

Quando se fala que o Brasil não é para amadores, essa frase é totalmente verdadeira. O papel de saber ouvir será decisivo. Aquele que conseguir identificar melhor o momento do eleitor, a dor dele e conseguir causar melhor identificação com a população, vencerá a eleição.

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