Governo de Minas Gerais lança selo “Evento Seguro” para eventos atestarem segurança na pandemia

 Governo de Minas Gerais lança selo “Evento Seguro” para eventos atestarem segurança na pandemia

Selo “Evento Seguro” é parte do projeto Reviva Turismo, lançado nesta segunda-feira (10)

O governo de Minas Gerais lança, nesta terça-feira (11), o selo “Evento Seguro”, certificação de segurança sanitária para eventos de qualquer natureza no Estado, como shows e festas de casamento. A iniciativa é parte do projeto de incentivo ao setor turístico Reviva Turismo, lançado pelo governo nesta segunda (10). O selo poderá ser solicitado por empresas e por realizadores independentes de eventos a partir desta terça à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e não tem caráter obrigatório — isto é, eventos poderão continuar ocorrendo sem a certificação, desde que cumpram as regras do programa Minas Consciente ou as determinações locais de cada município.

“Queremos dar mais segurança para quem faz o evento e para quem vai e tirar da clandestinidade o que está acontecendo. Sabemos que o problema são as aglomerações clandestinas, e as empresas que estão preparadas para receber o público com distanciamento, mesas, e não estão conseguindo, porque os clandestinos estão operando”, diz o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. Ele explica que cada solicitação do selo será avaliada pela secretaria e que haverá fiscalização do cumprimento das regras. O selo poderá ser estampado nos ingressos do evento e no local de sua realização, por exemplo.

Uma das inspirações para o projeto, de acordo com Oliveira, foi um show para 5.000 pessoas realizado em Barcelona, na Espanha, em março, como parte de um experimento. Todos os participantes foram testados para Covid-19 antes do evento e obrigados a utilizar máscara do tipo N95, ou PFF2, de alta proteção. Após o show, a contaminação pelo coronavírus foi detectada em seis pessoas e, em quatro delas, comprovadamente não tiveram relação com a festa, de acordo com pesquisadores que avaliaram os resultados. Em Minas, para receber o selo “Evento Consciente”, o produtor do evento deverá distribuir máscara PFF2 aos participantes ou exigir que eles cheguem ao local a utilizando, segundo Oliveira.

Atualmente, de acordo com as diretrizes do Minas Consciente, eventos podem ter até 600 pessoas, na onda verde, a menos restritiva, e 30 na vermelha, mais rigorosa. Uma flexibilização do parâmetro é avaliada pela Secult em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), mas Oliveira afirma que eventos do porte do show em Barcelona só devem ser possíveis no Estado após pelo menos 70% dos mineiros serem vacinados.

O presidente da Associação Mineira de Eventos e Entretenimento (Amee), Rodrigo Marques, diz ter esperança de que a flexibilização do plano seja aprovada ainda nesta semana. “40% do nosso mercado já quebrou. Com a mudança, poderiam voltar os casamentos, shows pequenos e médios e formaturas, o que está totalmente parado. 90% do empresariado está endividado”, detalha.

Em Belo Horizonte, que não participa do Minas Consciente, o setor de eventos permanece impedido de funcionar presencialmente.

Projeto Reviva Turismo investirá R$ 17,5 milhões no turismo em Minas

O programa Reviva Turismo, anunciado pelo governo do Estado em coletiva de imprensa nesta segunda, investirá R$ 17,5 milhões no setor turístico de Minas Gerais, em um momento de crise no segmento. Segundo dados da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), a receita turística em Minas decaiu 40% em 2020 e o fluxo de turistas ao Estado no primeiro trimestre de 2021 teve retração de 32%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Não queremos chamar todo mundo para ir às ruas. Queremos dar uma ordem ao segmento do turismo. Sabemos que os eventos clandestinos abundam em todo o país e o turismo parece vilão. Turismo não aglomera pessoas, ele as faz sair de casa e conhecer lugares. A tendência, agora, é conhecer lugares a céu aberto”, disse o secretário Leônidas Oliveira, durante a coletiva. Uma das metas do projeto é gerar 100 mil empregos no setor até o final de 2022, enquanto quase 35 mil vagas foram perdidas em 2020.

Entre as ações do projeto, está previsto um investimento de cerca de R$ 7 milhões em marketing, como propagandas na imprensa e parcerias com influenciadores digitais. A Empresa Mineira de Comunicação (EMC), que inclui a rádio Inconfidência e a Rede Minas, também visitará 250 municípios mineiros para revelar o potencial desses locais.

Para julho deste ano, está prevista uma parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro e com empresas turísticas cariocas para oferecer descontos a turistas mineiros, em um esforço de estreitar laços do mercado entre Rio e Minas Gerais, de acordo com Oliveira. Haverá, ainda, ações publicitárias para que turistas cariocas ou que passam pelo Rio visitem as atrações mineiras. O governo também abrirá, nesta terça, um edital de contratação de 250 oficineiros que atuarão nos cursos de capacitação a distância oferecidos pela Secult a profissionais e empresas do turismo.

Zema prevê boom do turismo após vacinação em massa

Também durante o lançamento do projeto Reviva Turismo, o governador Romeu Zema disse acreditar que o setor turístico do Estado poderá ser mais ativo após a pandemia do que antes. “Podemos ter uma terceira onda da pandemia? Podemos. Eu, pessoalmente, julgo ser pouco provável, porque o processo de vacinação está avançando e temos previsão de que ficará mais célere em maio, junho e julho. Temos cada vez maior número de pessoas imunizadas naturalmente, que adquiriram o vírus e, consequentemente, imunidade. Mas não podemos nos descuidar”, disse.

Ao contrário da declaração do governador do Estado, pessoas que já contraíram Covid-19 não são consideradas imunizadas permanentemente contra o vírus. Há casos comprovados de reinfecção, inclusive em Minas Gerais, e pesquisas demonstram que a imunidade fornecida pela vacina tende a ser mais duradoura e precisa do que a potencialmente adquirida por uma doença prévia.

 

Fonte: O Tempo

Publicações relacionadas

X