MG: em surto, homem acorda netos com facadas e golpes de marreta

 MG: em surto, homem acorda netos com facadas e golpes de marreta

Adolescente de 14 anos está internada no Hospital Regional de Betim, também na região metropolitana de Belo Horizonte; ela foi golpeada na cabeça pelo avô Foto: Ronaldo Silveira / O Tempo Betim

Em surto psicótico, um homem de 69 anos foi detido na manhã de quarta-feira (28) após atacar com golpes de faca e marreta os netos de 14 e 17 anos que dormiam na residência da família, no bairro Santa Cecília, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. A adolescente mais nova foi socorrida para o Hospital Regional de Betim, onde foi internada para cuidados neurológicos. Ela foi atingida na cabeça com a marreta de borracha usada pelo avô. O rapaz de 17 anos, por sua vez, sofreu apenas ferimentos superficiais provocados com a faca. Após receber atendimento médico no Hospital Municipal 25 de Maio, em Esmeraldas, o suspeito foi conduzido à delegacia da cidade.

A Polícia Militar (PM) foi acionada no início da manhã de quarta-feira para registro de uma ocorrência de lesão corporal na unidade de saúde do município de Esmeraldas. No hospital, familiares do suspeito relataram que o homem teria acordado entre 4h30 e 5h e se armado com uma faca cuja lâmina mede cerca de dez centímetros e com uma marreta de borracha. Logo depois, em silêncio, ele foi até o quarto onde dormiam os netos de 14 e 17 anos e começou a agredi-los. O marido de uma terceira neta, um homem de 32 anos, interviu no ataque e conseguiu frear as investidas do idoso contra os adolescentes, como narra o tenente-coronel Antuer, à frente da 6ª Companhia Independente de Esmeraldas.

“Segundo a família, em surto psicótico o suspeito se apossou de uma faca e da marreta de borracha e começou a agredir os dois netos. O marido de uma terceira neta escutou os barulhos da confusão e foi até lá para apartar a briga. Ele sofreu um ferimento superficial na perna”. De acordo com ele, os próprios parentes levaram os adolescentes e o suspeito para a unidade de saúde em Esmeraldas.

“O adolescente de 17 anos sofreu ferimentos superficiais provocados pela faca. A garota de 14 anos foi ferida na cabeça com a marreta e transferida para o Hospital Regional de Betim, uma vez que o hospital de Esmeraldas não pôde realizar o atendimento por falta de capacitação técnica para ferimento neurológico”. Segundo o sargento Amilton Antero, que também participou do registro da ocorrência, a adolescente seria submetida a uma consulta com um neurocirurgião nesta quarta-feira.

Histórico psiquiátrico

A avó dos adolescentes e mulher do suspeito disse à Polícia Militar que o marido recebeu há cerca de 30 anos um diagnóstico de esquizofrenia, quadro que se agravou nos últimos anos em decorrência do envelhecimento dele e do Mal de Parkinson, recentemente descoberto pelos médicos. “O suspeito é um eletricista aposentado e sofre de esquizofrenia. Psiquiatras, de acordo com parentes, o acompanham desde o diagnóstico, há 30 anos. Essa madrugada ele entrou em surto psicótico”, detalhou o tenente-coronel Antuer.

De acordo com o militar, à polícia o suspeito disse que os netos o estavam xingando e, em função disso, os teria atacado. “No relato dele, o suspeito disse que os netos começaram a xingá-lo e estavam falando alto. Ele criou essa história na cabeça dele, e, por isso, levantou de madrugada e começou a agredi-los. Inclusive, na hora do ataque, os meninos estavam dormindo”. Parentes reforçaram ainda que o avô dos adolescentes já havia insinuado que iria matá-los, como esclarece o sargento Amilton Antero. “Segundo familiares, há muito tempo ele começou a maquinar essa ideia de atacar os familiares por achar que eles iriam matá-lo”.

O suspeito sofreu ferimentos nos dedos das mãos e dos pés, e recebeu os primeiros socorros no Hospital Municipal 25 de Maio, em Esmeraldas. A faca e a marreta de borracha usadas nas agressões foram recolhidas pela Polícia Militar. A reportagem de O TEMPO questionou à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) se o suspeito foi encaminhado para o sistema prisional, liberado ou transferido para uma unidade psiquiátrica, e aguarda retorno.

Fonte: O Tempo

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