Ex-marido que matou juíza a facadas fica calado em audiência

 Ex-marido que matou juíza a facadas fica calado em audiência

Viviane do Amaral e o ex-marido, Paulo José Arronenzi Foto: Reprodução

O engenheiro Paulo José Arronenzi, preso por assassinar a facadas a ex-esposa, a juíza Viviane Vieira do Amaral, na frente das três filhas do casal, permaneceu em silêncio durante o interrogatório no 3º Tribunal do Júri, nesta quarta-feira (14). O crime aconteceu na véspera do Natal do ano passado, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Segundo o TJRJ, a audiência de pouco mais de 3 horas foi marcada pela emoção de familiares e amigos da vítima, que tinha 45 anos. Após ouvir oito testemunhas na sessão, o juiz Alexandre Abrahão concluiu a fase de instrução do processo. A partir de agora, acusação e defesa terão prazo de cinco dias para apresentar as alegações finais.

Após esta etapa, o magistrado decidirá se leva Paulo José a júri popular.

Os depoimentos das testemunhas foram acompanhados por nove juízas e o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, juiz Felipe Gonçalves, que presta assistência à família da vítima.

RELEMBRE O CASO
A juíza Viviane Vieira do Amaral, de 45 anos, foi assassinada a facadas na véspera do Natal pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos. O crime, gravado por uma testemunha, ocorreu na frente das três filhas do casal, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.

Há três meses, a juíza chegou a denunciar o ex-marido por lesão corporal e ameaças. O próprio TJ providenciou uma escolta para Viviane, mas ela abriu mão da proteção. Em 2007, uma ex-namorada de Paulo José Arronenzi já havia denunciado o engenheiro por agressão.

O crime ocorreu por volta das 18h30, quando a juíza levava as três filhas (duas gêmeas de 7 anos e uma de 9 anos) para passar o Natal com o pai. Ela se encontrou com o ex-marido na rua Raquel de Queiroz. Num vídeo que chegou a circular nas redes sociais e está sendo usado como prova, o ex-marido ataca a juíza na frente das filhas, a despeito dos pedidos das meninas para que parasse.

Testemunhas ainda pediram socorro aos guardas municipais do 2º SubGrupamento de Operações de Praia, que estavam na base ao lado do Bosque da Barra, próximo ao local do crime. Os agentes encontraram a juíza desacordada, caída no chão. Apontado por testemunhas como autor das facadas, Paulo José Arronenzi foi preso pelos guardas municipais sem mostrar resistência.

Policiais do 31º Batalhão da Polícia Militar, do Recreio dos Bandeirantes, e agentes do Corpo de Bombeiros também foram acionados, mas já encontraram Viviane morta no local do crime. A faca usada no assassinato não foi encontrada, mas a polícia achou uma mochila dentro do carro de Arronenzi com três facões de churrasco, o que indicaria um crime premeditado.

Fonte: Pleno News

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