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Kalil admite “erro” ao enfrentar Nunes Marques por cultos em BH

 Kalil admite “erro” ao enfrentar Nunes Marques por cultos em BH

Considerado um dos políticos mais rígidos na adoção de normas de enfrentamento ao novo coronavírus, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse nesta quarta-feira (7), que “errou” ao indicar que poderia não cumprir a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, de liberar cultos religiosos.

– Por pior que sejam as decisões elas devem ser cumpridas – afirmou.

No entanto, o prefeito ainda se mantém contrário à abertura de igrejas e templos e diz que está pronto para voltar a proibir caso assim decida o plenário do STF.

No sábado (3), o ministro Nunes Marques decidiu monocraticamente pelo funcionamento de igrejas com a presença de fiéis, provocando uma reação imediata de Kalil. Nas redes sociais, o prefeito afirmou que, em Belo Horizonte, o que valeria para o domingo de Páscoa era o seu decreto, ou seja, o veto às reuniões religiosas. Mas recuou após ser intimado por Nunes Marques a cumprir a determinação.

Durante entrevista à TV Estadão nesta quarta, Kalil disse que quase embarcou no que considera um “jogo” de desrespeito ao Supremo. “Uma minoria quer isso mesmo, enfraquecer as instituições”, disse. Mas sua posição contrária a qualquer tipo de aglomeração não mudou.

– Quando se aglomera em qualquer lugar, desde um baile funk a um culto religioso – e não estou aqui comparando – , se joga (a responsabilidade) no colo do profissional de saúde – apontou.

O prefeito mineiro também respondeu às críticas feitas a ele por alguns dos principais líderes evangélicos do país. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, chamou o prefeito de “bobalhão” e “inescrupuloso”, enquanto Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, o classificou como um “louco” porque estaria desrespeitando Deus.

– Ser agredido porque penso diferente é típico de quem não é cristão e não tem empatia. Os termos chulos devem ficar na boca dos desbocados, como o prefeito de Belo Horizonte. Eu não usaria bobalhão, mas bostão para ele (Malafaia) – rebateu Kalil, que diz não conhecer pessoalmente Malafaia.

Fonte: Pleno News

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