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Testemunha relata agressão de Dr. Jairinho em uma 3ª criança

 Testemunha relata agressão de Dr. Jairinho em uma 3ª criança

Vereador Dr Jairinho Foto: Reprodução

Investigado pela morte do enteado Henry Borel, de 4 anos, o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade-RJ) já vinha sendo acusado de maltratar uma menina, filha de uma de suas ex-namoradas e que, segundo as denúncias, chegou a ter sua cabeça afundada na água pelo parlamentar e que até vomitava ao vê-lo. Entretanto, agora uma nova acusação envolvendo uma terceira criança relacionada ao vereador foi revelada pelo Fantástico, da TV Globo.

O depoimento é de uma mulher de Angra dos Reis. Ela contou que, em 2015, Jairinho e os dois filhos passaram quase um mês na cidade litorânea e que, nesse período, o filho mais novo sofreu um acidente brincando na rede com a irmã e a avó — o menino bateu a cabeça e precisou ser internado. A mulher, porém, não cita o envolvimento do vereador no acidente. Entretanto, ao jornalístico da TV Globo, uma pessoa que conviveu com a família na época relatou acidentes envolvendo Jairinho.

– Da primeira vez, eu percebi que o menino estava com umas manchinhas roxas. Um pouquinho na barriga, um pouquinho na perninha. Na segunda vez, eu escutei a mãe falar que tinha acordado de madrugada como se estivesse dopada de remédio. Ela levantou com as pernas pesadas, e Jairinho estava dando banho na criança – disse a pessoa, que relatou que a criança chorava no banho.

A testemunha ainda destacou que “uma outra pessoa” chamava o vereador de “o monstro”. O relacionamento de Jairinho e da ex-namorada terminou em outubro de 2020, mas, segundo o Fantástico, eles mantinham contato e trocavam mensagens, inclusive na madrugada em que Henry morreu.

O FATO
O menino Henry Borel Medeiros morreu no último dia 8 de março, em um hospital da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Segundo Leniel Borel, ele e o filho passaram um fim de semana normal. Por volta das 19h do dia 7 de março, ele levou o filho de volta para casa onde este morava com a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e com o médico e vereador do Rio, Dr. Jairinho.

Ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 do dia 8 de março, ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

Ao chegar ao hospital Barra D’Or, Monique e Dr. Jairinho informaram ao pai da criança que eles ouviram um “barulho estranho durante a madrugada e, quando foram até o quarto ver o que estava acontecendo, viram que a criança estava com os olhos virados e com dificuldade de respirar”.

De acordo com o laudo de exame de necrópsia, a causa da morte do menino foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente.

Como parte da investigação da morte de Henry, agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) recolheram imagens de câmeras do circuito interno de um shopping onde o garoto foi a um parquinho e do condomínio em que Leniel Borel morava. Segundo os investigadores, o menino chegou aparentemente saudável aos locais.

No dia 17 de março, Monique e Dr. Jairinho foram ouvidos separadamente por cerca de 12 horas, na 16ª DP. De acordo com a polícia, a mãe e o namorado só foram ouvidos nove dias depois do crime porque Monique estaria em estado de choque, sob efeito de medicamentos.

Fonte: Pleno News

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