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Caso Henry: mãe e padrasto do garoto vão participar de reconstituição

 Caso Henry: mãe e padrasto do garoto vão participar de reconstituição

Reconstituição dos últimos momentos de Henry Borel acontecem nesta quinta Foto: Reprodução

A professora Monique Medeiros e o vereador Jairo Souza Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), respectivamente mãe e padrasto do menino Henry Borel, vão participar nesta quinta-feira (1°), às 14h, da reprodução simulada dos últimos momentos de vida da criança, que morreu no dia 8 de março após, supostamente, ter sido encontrado desacordado no apartamento onde morava.

Na reprodução simulada, chamada popularmente de reconstituição, a mãe e o padrasto do menino irão apresentar aos peritos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e aos policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) a versão deles sobre o que aconteceu na madrugada em que a criança deu entrada morta no Hospital Barra D’Or, Zona Oeste do Rio.

A ideia dos policiais é simular as circunstâncias e o ambiente do apartamento em que o casal estava junto com a criança. Além de Monique e Jairinho, um boneco usado em treinamentos do Corpo de Bombeiros, com características semelhantes as de Henry, irá ajudar os investigadores. O menino media 1,15m e pesava 20 quilos.

De acordo com o jornal Extra, o delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP, já ouviu 17 testemunhas no inquérito que apura o caso. Além do casal, já prestaram depoimento o pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, e a avó de Henry, a professora Rosângela Medeiros da Costa e Silva.

Entre os depoentes, pessoas fora da família também já compareceram à delegacia, como as três médicas que atenderam Henry no Barra D’Or, três vizinhos, a babá, a empregada doméstica, a professora, a psicóloga, além da secretária do Jairinho e de duas ex-namoradas do parlamentar.

DEPOIMENTO DA PSICÓLOGA DE HENRY
O último depoimento colhido foi da psicóloga que realizava o acompanhamento terapêutico de Henry desde o início de fevereiro. A profissional disse que foi procurada por Monique, que relatava que Henry “não queria ficar” na sua casa. Segundo a especialista, Henry demonstrava afeto pelos avós maternos e pronunciou o nome de Jairinho somente no último dos cinco encontros.

A psicóloga também informou que Monique reclamava que Henry não queria ir ao Colégio Marista São José, onde fazia a pré-escola. Ele havia participado de 20 dias de aula. O colégio fica a quatro minutos do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, Barra da Tijuca, onde, desde novembro, moravam o menino, a sua mãe e Jairinho.

A especialista relatou ainda que explorou o “espaço lúdico da criança”, brincando, desenhando e fazendo trabalho com massinhas. A profissional disse ter identificado que o espaço da casa dos avós maternos, em Bangu, onde Henry já morou e frequentava, era agradável, sobretudo pela presença do avô.

A psicóloga relatou que Henry contou morar com “um tio” na sua casa. Perguntado quem era, o menino respondeu “Tio Jairinho”, sem demonstrar medo do padrasto. Logo em seguida, ele disse estar com saudades do pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida.

Fonte: Pleno News

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