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Desespero: médicos terão de escolher pacientes para internar

 Desespero: médicos terão de escolher pacientes para internar

‘De um lado, em casa, pessoas responsáveis e preocupadas com o próximo se sacrificam. Do outro, criminosos festejam e se divertem’ (foto: SILVIO AVILA/AFP)

As cidades começam a debater os critérios de escolha para o acolhimento de doentes nos hospitais e nas UTIs superlotadas. Sim. Chegamos ao ponto de termos de escolher quem será atendido e quem será abandonado à própria sorte; ou morte.

No fim de semana do recesso especial contra a COVID-19, festas clandestinas e praias cheias deram o tom em várias cidades do País. É conhecida a máxima em que, no Brasil, os criminosos passeiam tranquilos nas ruas e os cidadãos indefesos se trancam em casa.

Com a pandemia desse maldito novo coronavírus devastando o País, o padrão imoral volta a se repetir por todos os estados da nação. De um lado, em casa, pessoas responsáveis e preocupadas com o próximo se sacrificam. Do outro, criminosos festejam e se divertem.

No litoral, praias cheias. Nas estradas, engarrafamentos. Nas cidades, festas clandestinas. Nos hospitais, pessoas trabalhando e morrendo. Egoísmo e ignorância não são exclusividades nossas. Ao contrário. Este comportamento estúpido se repete mundo afora.

Mas em um momento como o atual, com 4 mil mortes diárias e colapso hospitalar generalizado, esperava-se o mínimo de decência. Notem que não me refiro a quem, justa ou injustamente, correta ou erroneamente, questiona as medidas de isolamento pelo direito ao trabalho.

Quando a necessidade bate à porta, só quem a enfrenta sabe onde o calo aperta. Não condeno, portanto, as carreatas neste sentido. Agora, vagabundos e vagabundas em festas clandestinas; vagabundos e vagabundas nas praias; vagabundos e vagabundas em churrascos… São eles os grandes responsáveis pela disseminação do vírus e suas novas variantes. Essa gente deveria estar na cadeia, isso sim.

Se os comerciantes sofrem injustamente, é por causa deles. Os governos não conseguem controlá-los e quem “paga o pato” é quem não merece. Profissionais da saúde se matam – literalmente falando, pois se contaminam e morrem – atendendo os doentes e tentando salvar vidas.

Bilhões de reais são gastos, afundando ainda mais nossa economia, no combate à esta doença maldita e suas consequências nefastas. Quem ajuda, portanto, a disseminar o vírus, deveria ser responsabilizado, civil e criminalmente, por danos morais e materiais irreparáveis.

Estes malditos deveriam ser cadastrados e impedidos de buscar atendimento hospitalar, seja público ou privado, pois não merecem. Eis o primeiro critério a ser observado na hora de escolher entre quem terá e quem não terá direito a um leito hospitalar.

Punição! Indenização! Cadeia! É o que esses bandidos assassinos merecem. Eles ajudaram a levar 310 mil vidas humanas embora.

Fonte: Estado de Minas 

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