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Aedes Aegypti: alto índice de infestação exige cuidados redobrados em domicílios de Ipatinga

 Aedes Aegypti: alto índice de infestação exige cuidados redobrados em domicílios de Ipatinga

Após vistoria realizada por Agentes de Combate às Endemias (ACE’s) da Prefeitura de Ipatinga em 4.377 imóveis do município, no período de 8 a 12 de março, a Secretaria de Saúde anunciou, nesta quinta-feira (25), o resultado do segundo Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa). A infestação larvária na cidade é de 5,9%, ou seja, a cada 100 casas, lotes vagos e prédios públicos vistoriados pelos ACE’s, em seis foram encontrados focos do Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

Houve um aumento de 1% em comparação com a última sondagem, realizada em janeiro. Conforme o Ministério da Saúde, o índice é considerado de alerta quando está entre 1% e 3,9%. A situação de surto ocorre quando o número é igual ou superior a 4% e o índice satisfatório é abaixo de 1%. Os números mais preocupantes foram apurados nos bairros Jardim Panorama, Caravelas, Esperança e Ideal.

Situação por área

Segundo análise feita pelos técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Ipatinga, os indicadores estão muito acima do limite máximo recomendado pelas autoridades de saúde. A vistoria revelou os bairros e regiões que apresentaram maiores índices de infestação: Caravelas e Jardim Panorama (9,2%); Esperança e Ideal (8,8%); Veneza, Limoeiro, Chácaras Madalena, Córrego Novo, Chácaras Oliveira e Barra Alegre (6,5%); Cidade Nobre e Iguaçu (5,5%); Imbaúbas, Bom Retiro, Bela Vista, Das Águas, Cariru, Castelo, Vila Ipanema, Centro, Novo Cruzeiro, Parque Ipanema, Granjas, Vagalume, Bethânia e Vila Celeste (5%); Bom Jardim, Ferroviários, Horto, área industrial, região próxima à Usipa (4,9%) e Canaã (2,5%).

O Departamento de Vigilância em Saúde, por meio da Seção de Controle de Zoonoses (SCZ), está programando ações setorizadas para conscientização em todo o município. Segundo a diretora Departamento de Vigilância em Saúde, Sâmela Iglesias, “neste momento o ambiente é propício para a proliferação do mosquito. Em períodos chuvosos, a oferta de criadouros é elevada, ao passo que, quando a temperatura aumenta, eleva-se também a velocidade de desenvolvimento do vetor. O mosquito leva de sete a dez dias para se desenvolver de ovo a adulto, e a forma mais eficiente de evitar surtos das doenças transmitidas por ele é eliminar o ciclo de vida do inseto”, explica.

Controle do vetor

As medidas de controle vão acontecer em todos os bairros do município, seguindo cronograma traçado pela Secretaria de Saúde.

Medidas de combate à dengue:

Para vencer as doenças geradas pelo Aedes aegypti, todos têm que colaborar. A orientação básica é manter os quintais limpos e estar atento também quanto aos perigos sinalizados na vizinhança.

Alguns cuidados essenciais são:

– Manter a caixa d’agua com a tampa completamente vedada.

– Retirar a água acumulada na laje.

– Manter as calhas desentupidas.

– Guardar em locais secos e abrigados da chuva pneus velhos e outros objetos que possam acumular água.

– Lavar semanalmente, com escova, a parte interna dos tanques utilizados para armazenar água.

– Não usar pratos nos vasos de plantas.

– Colocar latas, tampas de garrafas, cascas de ovos e outras embalagens vazias em sacos plásticos bem fechados, antes de descartá-los.

– Manter os sacos de lixo fora do alcance de animais até o recolhimento.

– Manter os ralos vedados e desentupidos – Trocar, semanalmente, a água dos vasos com plantas aquáticas e lavar a parte interna com escova.

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