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Para frear escalada da Covid, Covas vai antecipar 5 feriados em São Paulo

 Para frear escalada da Covid, Covas vai antecipar 5 feriados em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo vai adiantar os próximos cinco feriados a partir de segunda-feira (22) na tentativa de diminuir a circulação de pessoas na cidade e, assim, tentar frear a disseminação da Covid-19 na capital paulista.

A medida, que será anunciada no início da tarde desta quinta-feira (18) pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), é vista por técnicos da prefeitura como uma das poucas alternativas para tentar evitar o colapso do sistema de saúde nas próximas semanas.

Os feriados que devem ser antecipados são Sexta-Feira Santa (2 de abril), Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalho (1º de Maio), Corpus Christi (3 de junho) e Revolução Constitucionalista (9 de julho).

A antecipação dos recessos mira as indústrias e algumas empresas que ainda seguem em funcionamento nessa fase emergencial do Plano São Paulo. A prefeitura ainda deve definir se a medida terá adesão de bancos e outros serviços.

Na manhã desta quinta-feira (18), Covas afirmou, em entrevista à Globo News que a cidade de São Paulo atingiu taxa de ocupação de 88% dos leitos de UTI para o atendimento de pacientes com Covid-19. “A gente vê colapsando todo o sistema de saúde”, afirmou.

Em 2020, a prefeitura já havia antecipado os recessos para tentar frear a alta de casos na cidade. Foram antecipados os feriados de Corpus Christi, que é em junho, para 20 de março (quarta-feira), e do Dia da Consciência Negra, celebrado em novembro, para 21 de março (quinta-feira). Na sexta (22), foi decretado ponto facultativo.

Na mesma ocasião, o governador João Doria (PSDB) antecipou o feriado da Revolução Constitucionalista, de julho, para 25 de março (segunda-feira), formando assim um megaferiado.

No primeiro dia do feriado prolongado de 2020, o isolamento social na capital chegou a 51%, ante 49% registrado no dia útil anterior. Já no último dia, quando a antecipação do recesso vigorava para todo o estado, esse índice chegou a 53% na cidade e 51% no estado.

 

Matéria orginalmente publicada: Folha de São Paulo 

 

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