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Roncar não é normal: especialista dá dicas de tratamento para ronco/apneia do sono

 Roncar não é normal: especialista dá dicas de tratamento para ronco/apneia do sono

O ronco faz parte dos distúrbios do sono e, na maioria dos casos, indica que há algo errado na respiração. De acordo com o Instituto do Sono de São Paulo, referência brasileira no assunto, cerca de 54% da população adulta sofre com o ronco, principalmente obesos, idosos e mulheres na pós-menopausa.

Se você ouve diariamente que roncou, é hora de procurar um especialista. Em Ipatinga, a Clínica Sono e Saúde trata da apneia do sono e realiza tratamento especializado para cada paciente. A revista MaisVip conversou com a especialista em sono Flávia Mafra, que explicou sobre a doença, importância de dormir bem e deu dicas de como ter sono de qualidade.

Qual a importância do sono?

O sono fortalece o sistema imunológico, deixa a pele mais bonita e saudável, além de relaxar e descansar a musculatura. Durante esse intervalo, consolida a memória, concentração, entre outras funções de extrema importância para o funcionamento correto do organismo. Além disso, é durante a noite que produzimos hormônios, incluindo o de crescimento e a insulina – responsável por diminuir a saciedade. Uma má noite de sono pode desencadear problemas cardíacos e neurológicos como infarto, derrame e morte súbita.

Como é possível ter um sono de qualidade diante de uma vida moderna, com trabalho desgastante, trânsito e luzes em excesso?

A redução do tempo do sono é uma realidade da sociedade atual e que se torna mais frequente com o passar dos anos. Se dormirmos uma média de 8 horas, é possível ter uma boa qualidade de vida. Muitas pessoas têm privação de sono, o que compromete essa condição. A privação de sono está ligada à rotina de uso de celulares antes de dormir e ao uso de estimulantes como a cafeína à noite.

O ronco e a apneia podem ser evitados? O que pode ser feito?

O ronco e a apneia podem ser evitados e tratados, mesmo sendo doenças multifatoriais que podem envolver casos de obesidade, doenças hormonais e obstrutivas. Para evitar a progressão da doença, é importante que o diagnóstico seja precoce.

Além da suspeita clínica, é necessário um exame de polissonografia que avalia o sono do paciente e define a presença de apneia. Nessa avaliação, o paciente passa a noite no hospital ou em casa para avaliar o grau e as fases do sono.

Após o diagnostico ser confirmado, o paciente é direcionado para o tratamento mais adequado com o uso do Cpap ou Bipap conectados a uma máscara durante o sono.  Existem diversos modelos de máscaras e aparelhos, por isso é necessário o acompanhamento de um profissional para escolher os dispositivos certos para cada caso. Os aparelhos disponibilizam relatórios para acompanhamento e suporte à distância, mantendo sempre seu médico atualizado quanto ao tratamento.

E quais as consequências do não tratamento?

A falta de tratamento aumenta o risco de acidentes de trânsito e de trabalho. Outras consequências oriundas de distúrbios do sono são hipertensão arterial sistêmica, arritmias cardíacas, infarto agudo do miocárdio, AVC, risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, perda de memória, morte súbita e depressão.

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