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Conselho Municipal de Educação aprova calendário escolar de Ipatinga

 Conselho Municipal de Educação aprova calendário escolar de Ipatinga

Depois de amplamente estudado pelos professores, reelaborado e adaptado dentro de um sistema semipresencial, em função dos cuidados ainda necessários diante da pandemia de covid-19, o calendário escolar de Ipatinga para o ano letivo de 2021 foi aprovado nesta quinta-feira (18), pelo Conselho Municipal de Educação.

De caráter deliberativo, a reunião para avaliação do planejamento proposto aconteceu pela manhã, na Prefeitura de Ipatinga. Todas as etapas de discussão, até que se chegasse a um consenso quanto ao modelo mais sensato e possível de calendário para o cumprimento dos 200 dias letivos obedecendo toda dinâmica escolar, contaram com o acompanhamento, mediação e supervisão de técnicos, gestores da Secretaria Municipal de Educação e da sociedade organizada.

Além de membros do poder Executivo, o Conselho Municipal de Educação é constituído por representantes de sindicatos, das escolas privadas e do Colegiado de Diretores.

Início das aulas

Conforme o calendário referendado pelo Conselho, as aulas terão início no dia 22 de fevereiro, próxima segunda-feira, estendendo-se até 21 de dezembro.

O município se preparou para executar com padrões de excelência as atividades presenciais na rede de ensino da cidade, definindo uma série de protocolos preventivos para toda a comunidade escolar enquanto persistem os riscos de contaminação pelo novo coronavírus nos mais diversos ambientes. Os procedimentos-padrões já foram demonstrados à sociedade em simulação realizada no início do mês, na Escola Municipal João Reis de Souza, no bairro Limoeiro.

As escolas contarão com ‘dispensers’ de álcool em pontos estratégicos, cartazes com orientações sobre como proceder em tempos de pandemia e tapetes sanitizantes. Há, ainda, profissionais para recepcionar os alunos e orientá-los desde a chegada até a saída da escola. Assim como os estudantes, os professores devem utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s). Para a hora do lanche, foi montado um biombo de madeira e acrílico, a fim de proteger cada aluno de contaminações em contatos diretos.

Aulas presenciais e aulas remotas

Conforme explicou o secretário municipal de Educação, Sérgio Mendes, os pais têm a opção de escolher entre enviar seus filhos às escolas ou submetê-los ao ensino remoto, em suas próprias casas. “A expectativa é que o ano transcorra na mais perfeita ordem, mesmo em se tratando de um tempo atípico, com circunstâncias limitadoras impostas pela pandemia. Acreditamos que tudo correrá bem e assim não haja necessidade de transferir para o ano seguinte o período de aulas, como tem acontecido hoje com as escolas estaduais, por exemplo, em relação ao ano letivo de 2020”, acrescentou.

Sérgio Mendes ainda ressaltou que o aval do Conselho Municipal de Educação para a fórmula ideal encontrada para o calendário foi importante porque “neste organismo está representada a sociedade organizada como um todo. Contamos com a maioria absoluta dos votos e, para nós, isso sinaliza que encontramos um bom modelo. Fizemos algumas correções propostas pelos diretores das escolas, no sentido mesmo de viabilizar o melhor andamento das aulas, mas sempre em consenso”, frisou.

O secretário de Educação de Ipatinga explicou que “toda estrutura está sendo montada para aqueles que não têm rede social, para que estes também possam retirar os materiais de estudo nas escolas. Aqueles que tiverem como baixar os conteúdos poderão usar o portal da prefeitura (www.ipatinga.mg.gov.br) ou acompanhar as aulas pelas redes sociais”.

O Google Class Room (um sistema de gerenciamento de conteúdo para escolas que procuram simplificar a criação, a distribuição e a avaliação de trabalhos) também será utilizado para que os alunos envolvidos em ensino remoto tenham acesso em tempo real às aulas, informou o secretário. “Além do mais, este ano nós estaremos exigindo das escolas um diagnóstico desses alunos. É necessário verificar se o aluno que está em aula remota aprendeu ou não. Não basta apenas deixá-los em casa sem que eles tenham um aprendizado. As aulas remotas serão devidamente monitoradas e nós queremos o avanço necessário para cada estudante”, concluiu.

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