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Galo repete pior fase ofensiva no Brasileirão com apenas um gol em três jogos

 Galo repete pior fase ofensiva no Brasileirão com apenas um gol em três jogos

O atacante Vargas marcou apenas dois gols desde que chegou ao Galo — Foto: Pedro Souza/Atlético

O  Atlético não tem mais o melhor ataque do Campeonato Brasileiro e marcou apenas um gol nos últimos três jogos. Na reta final do Brasileirão, a equipe comandada por Jorge Sampaoli não conseguiu deslanchar e, com isso, perdeu pontos importantes que custaram o título. O rendimento ofensivo pode ter sido afetado pela falta de Keno, artilheiro da equipe na temporada que desfalca o Galo há quatro jogos, mas também pode estar relacionado à previsibilidade do ataque alvinegro.

Por ser um time bastante ofensivo – com 59 gols marcados em 36 jogos -, o Galo já é figura conhecida dos adversários. Apesar de algumas mudanças na equipe, o Atlético não mudou muito a forma de atacar ao longo da competição e, por isso, se tornou bastante previsível, permitindo que o adversário recue para impedir que o Galo marque. Mesmo enfrentando equipes que têm as piores defesas da competição (Goiás já sofreu 60 gols e o Bahia 59), o Atlético não conseguiu aproveitar.

O Galo consegue terminar a partida com mais posse de bola, consegue também finalizar no gol adversário, mas tem dificuldades de criar chances claras de gol, muitas vezes por enfrentar equipes mais recuadas. A última vez em que o Atlético marcou apenas um gol em três jogos foi quando enfrentou, pelo primeiro turno, Bahia (3 a 1), Sport (0 a 0) e Palmeiras (3 a 0) e somou apenas um ponto. Por coincidência – ou não -, o atacante Keno foi desfalque na derrota para o Palmeiras, por cumprir suspensão.

Keno é o artilheiro do Galo na temporada com 11 gols. Além de goleador, o jogador também ajuda os adversários a marcarem gols e é líder em assistências. O atacante serviu seus companheiros oito vezes nesta edição do Brasileiro. Por causa da lesão no cotovelo, Keno não jogou na vitória por 2 a 0 em cima do Fortaleza, na derrota para o Goiás por 1 a 0, no empate em 0 a 0 com o Fluminense e, na última rodada, quando o Atlético empatou em 1 a 1 com o Bahia.

Porém, antes de se lesionar, a fase como “homem gol” não estava boa. São 10 jogos sem marcar no Brasileirão – sem contar as partidas em que foi desfalque. A última vez que Keno balançou as redes foi no empate com o Ceará por 2 a 2. Atuando pelo lado esquerdo do Galo, o atacante é fundamental na construção de jogadas junto ao lateral-esquerdo Guilherme Arana. Sampaoli ainda não encontrou um substituto à altura de Keno.

Nas três primeiras partidas sem o jogador, o treinador escalou o trio ofensivo com Savarino, Eduardo Sasha e Eduardo Vargas. Arana e Vargas marcaram contra o Fortaleza, mas o chileno não fez boa partida, como nos jogos seguintes. Na última partida, contra o Bahia, Sampaoli começou com Vargas no banco e escalou Marrony, acostumado a jogar de ponta-esquerda, como titular, mas o ataque também não deu liga e apenas Sasha marcou.

O próximo desafio do Galo é contra o Sport, na Ilha do Retiro. O Leão da Ilha está perto de escapar do rebaixamento e pode confirmar a permanência na Série A diante do Atlético, neste domingo (21).

Fonte: O Tempo

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