Tá procurando o quê?
Onde?

Polícia prende acusado de enviar presente-bomba à ex-namorada

 Polícia prende acusado de enviar presente-bomba à ex-namorada

Eduardo Lazarin ficou foragido por quase um mês e pretendia deixar o país, segundo polícia REPRODUÇÃO / RECORD TV

Eduardo Larazin foi preso nesta terça-feira (2) e vai responder por tentativa de homicídio e ameaça. Ele é o principal suspeito de enviar o presente-bomba a Edileuza Ramalho, que explodiu ao ser aberto no dia 5 de janeiro. Ele estava foragido há quase um mês e foi localizado na casa de familiares, na capital paulista.

A operadora de telemarketing de 49 anos ficou dez dias internada e ainda passa por tratamento por causa das sequelas, entre elas a perda auditiva pelo barulho da explosão.

Segundo a Polícia Civil, o homem não iria se entregar, apesar de já haver um mandado de prisão temporária contra ele. “Não iria se entregar jamais. Ele pretendia fazer uma vida fora, quiçá até fora do Brasil. Então estávamos com monitoramento total sobre ele, todos os equipamentos policiais à disposição, monitoramento de campo, até que hoje nós obtivemos êxito em prendê-lo em São Paulo”, disse a delegada Marilda Romani.

A mulher do suspeito afirmou que foi ele quem fez o artefato enviado a Edileuza, com quem teve um relacionamento extraconjugal.

Eduardo Lazarin também foi reconhecido na floricultura de onde o buquê foi enviado. O acusado ainda vai prestar mais esclarecimentos à polícia na delegacia de Francisco Morato, na Grande São Paulo, durante esta quarta-feira (3).

O caso

O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado. Desde o início, a família de Edileuza suspeitava do ex-companheiro da vítima. Ela havia terminado o relacionamento e ele fazia ameaças por e-mail.

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 11h de terça-feira (5), um dos filhos de Edileuza recebeu a encomenda em casa, na avenida Ulisses Guimarães, no Jardim Rosa, em Francisco Morato.

Segundo o filho, o pacote foi entregue por um motoboy. Após recebê-lo, o filho tirou uma foto e enviou para a mãe. Edileuza estava viajando com o atual namorado.

De acordo com Jhonata Cardoso dos Santos, de 27 anos, o ex-namorado da mãe havia procurado por ela, demonstrando ciúmes pelo atual namoro.

Por volta das 20h, quando chegou em casa, Edileuza decidiu abrir a encomenda, que estava em cima da mesa da cozinha. Ao desembrulhar o pacote, a vítima observou a presença de fumaça e, na sequência, houve a explosão, que arrancou portas e parte do telhado da residência.

Com a explosão, a mulher ficou caída no chão da cozinha, consciente, com queimaduras no rosto, cabelo, tórax e barriga. Edileuza também sofreu ferimentos no olho direito, queixo, dedo e braço direito. A vítima foi socorrida até a Santa Casa de Francisco Morato.

No momento da explosão, Jhonata estava com a mãe. O jovem foi lançado a aproximadamente um metro de distância e teve escoriações leves no joelho e ouvido, mas não precisou ser internado.

O bilhete que acompanhava o pacote era assinado com o nome de um amigo da vítima. No entanto, a família acredita que ele não tenha qualquer envolvimento no caso e só foi escolhido pelo verdadeiro autor do crime para despistar e fazer com que ela abrisse o pacote com explosivos sem desconfiança.

Bomba

A polícia já sabe que a bomba era caseira, feita com pregos, parafusos e arames, e foi preparada pelo próprio suspeito. Uma testemunha o viu preparar o que chamou de “gambiarra” nos fundos da casa.

Ainda no hospital, Edileuza disse ter certeza de quem enviou o artefato explosivo. “É um ex-namorado e não o pai dos meus filhos. A gente estava num relacionamento, mas era possessivo. Queria que mostrasse fotos para mostrar onde eu estava e mentiu sobre uma separação”, conta.

Em uma mensagem enviada a um dos filhos de Edileuza, o suspeito afirma não ter qualquer envolvimento com o caso. Ele disse que estava de férias. “Como está sua mãe? Na reportagem fala que o ex-marido mandou pacote bomba, perigoso isso. Ela tá falando que seria eu, não tenho nada a ver com essa história. Tô de férias”, escreve.

O homem, no entanto, foi reconhecido por funcionárias da floricultura, responsável pelo envio do pacote à Edileuza. A dona e uma funcionária disseram que o suspeito esteve três vezes no local. A primeira visita foi para saber se era possível, além de encomendar flores, entregar junto um presente, que ele mesmo levaria. Dois dias depois, voltou. Escolheu o buquê de rosas, pagou e saiu para buscar a encomenda. Mais tarde, levou uma caixa com o suposto presente que, na verdade, guardava a bomba.

Fonte: R7

Publicações relacionadas