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Médicos da rede privada estão excluídos de vacinação, alerta sindicato

 Médicos da rede privada estão excluídos de vacinação, alerta sindicato

O médico Lucas Viegas foi o primeiro a ser vacinado na Unimed BH (foto: Alexandre Rezende/UNIMED/Divulgação)

O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) enviou, nesta segunda-feira (1º/2), solicitação para a inclusão dos médicos da saúde suplementar, que atendem planos e operadoras de saúde e atuam na linha de frente dos atendimentos da COVID-19, no plano estadual de vacinação.

De acordo com o presidente da entidade, Fernando Luiz de Mendonça, estão sendo priorizados os médicos do setor público, o que é correto. No entanto, ele faz o alerta para não haver discriminação com os profissionais da rede privada.
“O plano de vacinação não discrrimina setor público e privado. Mas, na prática, várias cidades não pensam profissionais de saúde suplementar”, diz.
Na capital, médicos de hospitais da rede privada foram vacinados, mas, o presidente alerta que, em outros municípios, a imunização desses profissionais não ocorreu.
O presidente pontua que, em Belo Horizonte, foram vacinados profissionais da rede suplementar que atendem nos hospitais. Mas, alerta que, neste segundo momento, foram priorizados os médicos da atenção básica de saúde, das unidades básicas de saúde.
No entanto, ele lembra que os profissionais da rede prirvada, que atendem em consultórios, estão sendo esquecidos. “Os médicos dos setores públicos e privados são importantes. O médico do setor privado não pode ser discriminado”, afirma.
O documento foi encaminhado à Secretaria de Estado de Saúde e prefeitos de dezenas de municípios, incluindo Belo Horizonte. O Sinmed-MG informou que recebeu denúncias de médicos da saúde suplementar que, mesmo estando na linha de frente, ainda não foram vacinados.

O sindicato destaca que dos mais de 60 mil médicos que atuam no estado, uma grande parcela deles dedica-se ao atendimento na saúde suplementar seja nos centro de terapias intensiva (CTI) de hospitais, atenção primária ou até mesmo em consultórios. As queixas têm vindo principalmente de municípios do interior do Estado.
Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que no estado, aproximadamente 30% da população é usuária de planos de saúde. Já em Belo Horizonte, o índice é de 48%.
O presidente alega que os gestores estão esquecendo os profissionais da rede suplementar. “É errado. Não pode discriminar. Pelo mesmo motivo que temos defendido o setor público.É preciso vacinar os médicos para garanir a continuidade da assistência”, diz.
O presidente destaca que o setor privado ajuda a desafogarr o Sistema Único de Saúde (SUS). “Teríamos um caos se as pessoas que têm planos de saúde fossem procurar o SUS.”

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