Representantes do comércio de BH criticam decisão de novo fechamento

 Representantes do comércio de BH criticam decisão de novo fechamento

Entidades que representam o comércio criticaram a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de fechar o comércio não essencial a partir da próxima segunda-feira (11), como forma de conter o avanço do coronavírus na cidade.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) enviou um ofício ao Executivo, na noite desta quarta-feira (6), solicitando a manutenção das atividades abertas. No documento, a entidade afirma que não há dados que relacionem o aumento do número de casos graves de Covid-19 com a reabertura do comércio.

A entidade também reivindica a reativação dos leitos para o tratamento da doença que foram desmobilizados na capital. A CDL-BH lembra que, no início de agosto, quando foi iniciada a reabertura gradual das atividades, Belo Horizonte tinha 424 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 no SUS e, hoje, são 247.

“O que nós precisamos agora é remobilizar, e isso é função da prefeitura. Nós temos várias empresas que não vão suportar mais esse fechamento”, afirmou o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva.

A Prefeitura de Belo Horizonte já informou que, no período em que a cidade registrou arrefecimento da pandemia e queda na curva de casos de Covid-19, parte dos leitos destinados ao tratamento da doença foram transferidos para a retaguarda, para o atendimento de outras demandas. Alguns desses leitos foram novamente revertidos para casos de coronavírus, mas a ocupação por outras causas de internação também está alta e, por isso, não é possível reverter todos. Além disso, o município enfrenta dificuldades de contratação de pessoal.

O presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato, disse que a categoria foi pega de surpresa e que espera, agora, a oportunidade de se reunir com a prefeitura para discutir o fechamento: “Entendemos que os números estão aumentando assustadoramente. A nossa posição agora é pedir uma reunião urgente com o prefeito para tentar negociar uma data de retorno. Isso não pode se estender, senão vai acabar de liquidar quem conseguiu sobreviver”. Segundo Donato, a estimativa é que 3.500 empresas do comércio foram definitivamente fechadas na capital em 2020.

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), José Anchieta da Silva, é preciso chegar a um meio termo. “O que nós pensamos é que, muito provavelmente, não há necessidade de um fechamento radical, como foi no primeiro momento. Nós reconhecemos que o Kalil fez um bom trabalho e temos uma certa experiência de como funciona a pandemia, deve existir uma forma de fechamento que, atendendo às necessidades científicas, também proteja as empresas. O que eu espero, neste momento, é ser recebido pela prefeitura”, pontua.

Fonte: O Tempo

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