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Após saída, Mattos comenta momento financeiro do Galo: “complicadíssimo”

 Após saída, Mattos comenta momento financeiro do Galo: “complicadíssimo”

O ex-diretor de futebol do Atlético, Alexandre Mattos, foi desligado do clube na manhã desta segunda-feira (4), após reunião com o novo presidente Sérgio Coelho. Mattos chegou ao Galo em março de 2020 e a saída dele faz parte da reestruturação da nova gestão, que também teve início nesta segunda. O dirigente falou, em entrevista à ESPN, sobre os bastidores da sua saída, o período em que esteve no clube e a situação financeira do Atlético.

“Eu vinha trabalhando normalmente no Atlético. Cheguei no Atlético no início do lockdown. Uma semana eu tava indo pra Inglaterra, daí o presidente na época, Sérgio Sette Câmara,  veio aqui em casa ‘po fica aqui’. A pandemia explodindo na europa e eu vim de peito aberto, de coração com muita força pra a gente tentar vingar e fazer o que a gente gosta de fazer que é uma gestão de futebol e vim com contrato até 2021, sabendo que no meio tinha eleição e quando tem eleição em time brasileiro, a gente sabe, esse tipo de coisa pode acontecer”, contou Alexandre Mattos para à ESPN.

O Atlético informou, na nota em que anunciou a saída do diretor do clube, que a decisão foi tomada pelo “novo conselho”, formado pelo presidente Sérgio Coelho, o vice José Murilo Procópio e os chamados “conselheiros apoiadores” Rubens Menin, Ricardo Guimarães, Renato Salvador e Rafael Menin, o grupo apelidado de “4Rs”, formado pelos empresários que investem no Galo. Para Mattos, o clube ainda é muito dependente desses investidores.

“Acho que o Atlético tem uma categoria de base bem desenvolvida pelo Júnior Chávare, que tem bons valores. Acho que o Atlético tem um time de transição e uns jogadores emprestados. Tem que fazer uma mescla disso pontualmente buscar um ou outro jogador, e isso foge um pouquinho do que Sampaoli exige e todo mundo sabe que Sampaoli exige realmente jogadores prontos, mas o Atlético vive situação financeira complicadíssima. Não é segredo pra ninguém que o Atlético hoje vive muito daquilo que as pessoas físicas Rafael e Rubens Menin colocam. Então, acho que o Atlético precisa passar algum período ainda um ou dois, três anos, com a ideia clara de reorganização, engenharia financeira. Hoje vive muito em função das pessoas físicas”, afirmou o ex-diretor.

Mattos chegou ao Atlético no início da pandemia e acredita que, apesar das dificuldades de negociações, causadas pela doença, conseguiu desenvolver um bom trabalho.

“Acho que eu saio com o Atlético, mesmo com a pandemia, modificando a cara do departamento de futebol do Atlético com normas, com regras, elenco amplamente modificado, obviamente, juntamente, com a nossa comissão técnica e com a nossa análise. Várias saídas, se não me engano, acho que 22. Tivemos chegadas, colocamos o Atlético no protagonismo. O Atlético está brigando pelo título brasileiro. No início do ano foi eliminado da primeira fase da Copa do Brasil, da primeira fase da Sul-Americana, estava em sexto no Campeonato Mineiro, fora da zona de classificação para as finais e conseguimos recuperar, ganhamos o Campeonato Mineiro. Eu acho que a parte esportiva, tudo aquilo que foi pedido na minha contratação estava sendo entregue, agora a parte política, de opções, de mudança de presidente, isso foge do controle de qualquer profissional”, comentou Alexandre Mattos.

Fonte: O Tempo

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