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Médicos desaconselham festas de fim de ano: ‘janeiro poderá ser duro e sombrio’

 Médicos desaconselham festas de fim de ano: ‘janeiro poderá ser duro e sombrio’

O mês de janeiro será “duro” e “sombrio” se as pessoas não manterem o distanciamento social e se aglomeram neste final de ano, de acordo com os médicos do comitê de enfrentamento da pandemia da Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte. Os especialistas fizeram um apelo, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (18), para que as pessoas não façam festas de Natal e Réveillon.

“Temos visto relatos de pacientes que se internam no CTI depois de uma festa com dez pessoas da mesma família. É muito importante que tenhamos responsabilidade”, afirma o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado.

O médico infectologista Carlos Starling explica que a Covid-19 tem um período de incubação de cerca de cinco dias. “Logo, já na primeira semana de janeiro, começam a aparecer os primeiros casos resultantes do final de ano. Os primeiros casos vão ser internados por volta do dia 15. O mês de janeiro vai ser muito complicado mesmo, a perspectiva é ruim. Esperamos que isso não aconteça e confiamos no bom senso das pessoas de não organizarem eventos de final de ano”, diz.

Segundo o médico infectologista Unaí Tupinambás, o ideal é que as pessoas não façam festas. Mas, caso ocorram celebrações, a recomendação é que as reuniões tenham, no máximo, dez pessoas e sejam realizadas em ambientes abertos, ao ar livre.

“Escolham casas que tenham varanda, quintal, ou conversem com os vizinhos para fazer na rua”, orienta Tupinambás. Segundo ele, é importante também que a música permaneça em volume baixo, uma vez que, quando as pessoas precisam gritar para conversar, a emissão de gotículas é semelhante a de uma tosse. Mesmo com esses cuidados, o risco existe.

De acordo com o médico infectologista Estevão Urbano, se as pessoas não se conscientizarem, em janeiro a cidade terá um alto número de mortes e um cenário de saturação dos hospitais, que já registram altas taxas de ocupação.  “Não vamos fazer festas de despedida por falta de empatia e resiliência, vamos ter muitas festas pela frente e as pessoas precisam estar vivas para comemorar”, conclui.

Ele alertou que “os protocolos são muito bonitos no papel. Mas, depois da primeira taça de vinho, não são cumpridos”.

Fonte: O Tempo

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