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Gabi Arandela é obrigada a devolver seu bebê por erro do juiz na adoção

 Gabi Arandela é obrigada a devolver seu bebê por erro do juiz na adoção

A digital influencer Gabi Arandela e seu marido Thallys Arandela estão passando por um momento extremamente difícil. O casal foi obrigado a devolver seu filho adotivo após um erro do judiciário durante o processo da adoção.

O casal precisou devolver o bebê após já terem convivido com ele por cerca de dois meses. Gabi Arandela desabafou em suas redes sociais sobre o que aconteceu. Ela explicou que precisou devolver o filho porque o juiz não havia visto que o casal ainda não tinha um certificado de um curso que realizaram no fórum para adotar. O casal está na fila da adoção desde 2018, realizou o curso necessário para o processo de adoção, mas por uma falha também do sistema, nunca receberam o certificado do curso.

Agora, eles já estão com o certificado em questão em mãos. Mas mesmo assim, foram parar no final da fila de adoção e estão sem seu filho.
Inicialmente, Gabi Arandela fez um vídeo muito abalada com toda a situação. “Eu estou revoltada! Revoltada! Quem me conhece sabe o tamanho do sonho que eu sempre tive de ser mãe. Em 2018 eu dei entrada no processo de adoção, eu fiz o curso no fórum e eu não recebi meu certificado, não foi por culpa minha, muitas vezes eu fui no fórum procurar esse certificado”, disse ela.

Ela então relatou: “Em setembro desse mês eu recebi uma ligação da coordenadora do abrigo dizendo que tinha um presente pra mim e ai eu fui até o abrigo e quando eu cheguei lá era um bebê de um mês e eu disse: ‘como que chegou minha vez se faltava o certificado do curso?’. Aí ela disse: ‘mas o juiz disse que chegou sua vez, a vez já é sua, não tem nenhuma briga judicial por essa criança’. Aí eu disse: ‘eu vou só conversar com meu esposo’. A gente conversou e se deu essa oportunidade, pegou a criança, passamos os finais de semana e eu sempre dizia: ‘Maria (a responsável pelo abrigo), você tem certeza que esse bebê é meu? Eu nunca vou perder ele?’. Ai no dia da audiência, ela não aconteceu, na semana da criança, eu passei a semana inteira com o meu filho, o quarto dele tá todo pronto! E ai o juiz mandou me chamar e disse queria me pedir desculpas que tinha duas notícias para me dar, uma boa e uma ruim. E ele disse que a boa é que eu ia voltar para a fila da adoção e poderia concorrer a outras crianças, e a ruim é que eu ia ter que devolver o meu filho! Eu disse pra ele que não aceitava, ele me pediu desculpas, que tinha sido um erro dele, não viu que estava faltando esse documento, esse certificado. E ele disse que eu fosse conversar com a promotora. E ai eu fui, desesperada e eu disse: ‘doutora por favor me ajude’. E ela disse: ‘eu não posso fazer nada por você, o que eu posso fazer por você é sentar e chorar’. Ai logo depois eu consegui o certificado do curso! Mas eu não acredito que Deus colocou ele no meu caminho à toa. Ai eu entrei com um processo para tentar conseguir o meu filho de volta, eu estou com dois advogados, o juiz disse que a criança ia ter que seguir a fila, eu voltei pro final da fila por um erro dele, tem seis casais na minha frente”.

Reprodução Instagram

Depois, mais calma, Gabi Arandela explicou melhor toda a situação. “Gente, agora eu estou mais calma, deixa eu explicar o que aconteceu no meu caso. Eu entrei em 2018 no processo de adoção, eu fiz o curso de adoção na vara, como vocês também já viram eu dizendo. Não recebi o curso, esse curso é emitido pelo Tribunal de Justiça, meu certificado não estava lá. E a moça que estava lá no dia do curso disse que eu procurasse meu certificado com a vara, a vara da família, e ai eu fui por diversas vezes procurar meu certificado e eles diziam que não tinham conseguido, que tavam ligando para Fortaleza, que não dava certo. E ai foi quando meu esposo disse que eu entregasse para Deus que se não tava dando certo, Deus ia mandar na hora dele. Faltava também um atestado de sanidade física que o atual juiz daqui disse que esse atestado de sanidade física para ele era totalmente irrelevante porque quer dizer que uma pessoa que não tem as mãos, não tem os braços, não tem as pernas não pode ser pai? Não pode ser mãe? Ele disse que na opinião dele isso é até um preconceito e na minha opinião também, e ele disse: ‘não precisa juntar isso no processo porque isso eu desconsidero, não precisa de sanidade física para adotar uma criança. Consiga o seu certificado do curso que você fez. Consegui o certificado, anexei no meu processo’. E eu queria pedir um apelo aos casais que estão na nossa frente na fila, que por favor abram mão, é a única esperança, os casais desistirem e me entregarem o meu filho. Se os casais abrirem mão e disserem que não querem essa criança e que vão esperar por outra criança eu consigo ter meu filho de volta, por favor, eu imploro a vocês”, afirmou ela.

 

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