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Feira Hippie tem domingo de movimentação intensa em BH

 Feira Hippie tem domingo de movimentação intensa em BH

Pouco dias depois de a prefeitura apertar a fiscalização sobre os protocolos de segurança sanitária e tomar medidas para incentivar o isolamento social, a Feira Hippie, na região Central de Belo Horizonte, teve um domingo de muito movimento. Em uma das entradas da feira, na avenida Afonso Pena, esquina com Amazonas, guardas municipais distribuiam máscaras de proteção. Nos corredores da feira, no entanto, nem todos se protegiam:  tinha gente com máscara no queixo, com máscara nas mãos e até sem máscara. A grande maioria das pessoas, porém, usava a proteção.

No setor de bijuterias, a reportagem de O TEMPO flagrou barracas com muita gente aglomerada. Uma das visitantes do espaço, sem se identificar, admitiu que o local realmente estava cheio. “Feira é isso”, comentou.

Mas mesmo com o movimento intenso, nem todos os setores da feira tinham aglomeração. Na parte de artesanato, em nenhuma barraca havia clientes em grandes grupos durante as compras.

“Estou com uma auxiliar que ajuda a atender mais rápido para e não ter aglomeração aqui”, disse a feirante Conceição Andrade, de 56 anos, que vende decoração natalina.

Na barraca da feirante Conceição, a venderora Nayara Lopes, de 30 anos, fazia compras de presentes para as festas de fim de ano. Segundo a vendedora, a nova disposição das barracas, que abriu mais espaço para o público e reduziu aglomerações, a deixa segura para frequentar o espaço. “Hoje não tem gente esbarrando na gente, ao contrário de antes da pandemia”, disse.

O farmacêutico João Bosco Ferreira Júnior, de 35 anos, também não relatou problema com aglomerações nos setores da feira que foi neste domingo (6). “Estou me sentindo seguro e confiante aqui porque vi que não tem aglomeraçã com as barracas mais espaçadas”, disse.

Aglomeração

Já em uma parte da feira na rua Afonso Pena, cruzamento com rua Espírito Santo, uma roda de capoeira juntava muita gente. E nesse espaço houve aglomeração.

Em volta da roda de capoeira a técnica em enfermagem Tagiany de Araújo, de 27 anos, disse que sabe dos riscos de ficar em locais com grande número de pessoas, mas, ele ainda assim aproveitou para sair com os amigos. “Eu fico com medo, ainda mais que sou linha de frente (do Covid-19). Os hospitais estão cada dia mais cheios, mas, me cuido e venho assim mesmo”, disse.

“Nas barracas estamos cuidando, mas esse tipo de coisa é que faz o povo aglomerar”, disse a feirante Núbia Barroso, 40. A expositora comentou ainda que o grande problema ainda tem sido falta de consciência entre as pessoas.

“A estrutura ficou boa com a reformulação, mas ainda vemos muita gente insistindo em não usar máscara e formando grupos”, completou.

Especialista faz alerta

Segundo o médico epidemologista e professor da UFMG, Bruno Ramos Nascimento, o contato com público maior, quando for inevitável deve ser feito com uso de equipamentos de proteção como máscara facial.

“Se for inevitável o contato com ambientes de aglomeração, as precauções básicas para minimizar a transmissão são imprescindíveis: uso de máscaras faciais, evitar apertos de mão e cumprimentos íntimos (beijos, abraços, etc), procurar locais mais arejados e ventilados dentro do ambiente, fazer higienização constante das mãos com água e sabão, e degermantes como o álcool gel, evitar contato de mãos e superfícies com o rosto e mucosas (boca, nariz, etc.)”, aconselha.

O médico completa as recomendações de proteção durante a pandemia, mais especificamente dos protetores faciais. “Sobre as máscaras especificamente, apesar de um estudo Dinamarquês recente não ter demonstrado proteção superior para o usuário da máscara, provavelmente ela protege as pessoas próximas, impedindo a dispersão de aerossóis”, argumenta.

Fonte: O Tempo

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