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Sem vacina definida, governo planeja estratégia de imunização contra Covid-19

 Sem vacina definida, governo planeja estratégia de imunização contra Covid-19

Sob a tensão do aumento de casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde busca arquitetar um plano de imunização contra a doença. Inicialmente, o governo descarta uma vacinação em massa da população em 2021. Dessa forma, a meta idealizada pela pasta é de imunizar cerca de 80 milhões de indivíduos.

A vacinação focará em grupos de risco para a doença. Segundo técnicos da pasta, o planejamento não prevê a imunização de todas as faixas etárias. O ministério entende que não haverá vacina para proteger toda a população.

OS SEGMENTOS COM MAIORES RISCOS DE EVOLUIR PARA UM QUADRO GRAVE SERÃO PRIORIZADOS. NESTE UNIVERSO ESTÃO PESSOAS IDOSAS E COM COMORBIDADES, POR EXEMPLO. TRABALHADORES DA SAÚDE TAMBÉM SERÃO VACINADOS ANTES.

No entanto, enquanto países como Estados Unidos e a Inglaterra anunciam que suas populações receberão as primeiras doses do imunizante contra a Covid-19 já nas próximas semanas, o governo brasileiro tenta montar o calendário de vacinação sem saber quais serão as vacinas disponíveis para serem aplicadas.

Os países mais ricos do mundo apostaram em uma carteira variada de vacinas, fazendo reservas antecipadas dos imunizantes quando eles ainda estavam em desenvolvimento. O Brasil, por sua vez, concentrou suas apostas na iniciativa de Oxford e, agora, tenta planejar cenários sem saber ao certo os imunizantes que serão disponibilizados primeiro.

Na última semana, os resultados dos ensaios clínicos de Oxford foram questionados e o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, admitiu que será necessária uma complementação nos testes de eficácia. O contratempo trouxe incertezas para o calendário nacional.

As principais vacinas em desenvolvimento no Brasil são a da Universidade de Oxford e do laboratório AstraZeneca e a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac.

Logística de distribuição

Apesar da indefinição sobre as vacinas, nesta terça-feira (1º/12) um grupo de trabalho organizado para o plano se reúne com o objetivo de discutir alguns critérios, como as responsabilidades dos municípios e estados, e de como isso será organizado pela União.

Sabe-se que as doses serão enviadas aos estados, os quais farão a logística de distribuição nas cidades. A distribuição será absorvida pela rede de frio nacional, no formato de campanha.

O governo analisa diferentes cenários. A decisão levará em conta as vacinas candidatas. Mas existe a dificuldade em definir uma estratégia sem saber qual será o imunizante usado, as necessidades de armazenamento e quantas doses serão necessárias.

A maior parte das vacinas usadas na rotina fica armazenada em temperaturas que variam de 2ºC a 8ºC. Manter vacinas armazenadas abaixo de -70ºC, como é a exigência do produto desenvolvido pela Pfizer, é uma situação difícil até para países desenvolvidos.

Atualmente, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia quatro pedidos de registro de possíveis vacinas. O órgão tem até 20 dias para analisar os documentos.

Fonte: Jornal Times Brasília

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