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Caso Eloá: Lindemberg pede progressão para o semiaberto

 Caso Eloá: Lindemberg pede progressão para o semiaberto

Preso desde 2008 por matar a ex-namorada Eloá Cristina, Lindemberg Alves pediu à Justiça a progressão de sua pena para o regime semiaberto, quando a execução da condenação é realizada em colônias agrícolas, industriais ou estabelecimentos similares e o condenado tem o direito de trabalhar e estudar durante o dia, regressando à noite para sua unidade prisional. Ainda não há prazo para análise do pedido.

Lindemberg cumpre pena atualmente na Penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé (SP). O pedido em questão será submetido à analise da juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Penais. A magistrada pontuou o bom comportamento do preso, mas pediu que o detento seja submetido a exame criminológico antes da avaliação.

A defesa de Lindemberg fez o pedido em setembro baseada no tempo de pena cumprido e na remição baseada no tempo em que ele trabalhou na unidade prisional. Ao todo, Lindemberg teve 313 dias da pena perdoados. No semiaberto os detentos têm direito a cinco saídas temporárias no ano, entre elas Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal.

O exame exigido pela Justiça é realizado por um psiquiatra, psicólogo ou assistente social do sistema prisional nomeado pelo judiciário. O objetivo é identificar se o preso tem condições de estar em liberdade. Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais, e Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabela, também foram submetidas ao exame.

SOBRE O CASO
O crime aconteceu em 17 de outubro de 2008 após Eloá ser mantida em cárcere privado por 100 horas em seu apartamento, em Santo Andrpe. Lindemberg mediante uso de arma de fogo efetuou dois disparos contra Eloá causando-lhe ferimentos que foram a causa de sua morte. O julgamento de Lindemberg Alves Fernandes durou quatro dias, quando pela primeira vez o réu falou sobre o crime.

Inicialmente, em fevereiro de 2012, Lindemberg havia sido condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelo homicídio de Eloá, duas tentativas de homicídio (contra Nayara Rodrigues da Silva, baleada no rosto, e o sargento da Polícia Militar Atos Antonio Valeriano, que escapou de um tiro); cárcere privado (de Eloá, Victor Lopes de Campos, Iago Vilera de Oliveira e duas vezes de Nayara) e disparo de arma de fogo (foram quatro) praticados entre os dias 13 e 17 de outubro de 2008.

Entretanto, em 2013, o desembargador Pedro Menin decidiu reduzir a pena de Lindemberg para 39 anos e 3 meses de prisão por considerar que os crimes foram praticados “em um mesmo contexto fático, em iguais circunstâncias de tempo, lugar, modo de execução e em um curto espaço de tempo”.

Fonte: Pleno News

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