Tá procurando o quê?
Onde?

Dia Mundial Contra a Raiva: Coordenador da Pitágoras Ipatinga alerta sobre perigos da doença e formas de prevenção

 Dia Mundial Contra a Raiva: Coordenador da Pitágoras Ipatinga alerta sobre perigos da doença e formas de prevenção

Em 28 de setembro é celebrado o Dia Mundial Contra a Raiva. Transmitida de animais para o homem, a doença infecciosa, embora quase erradicada no Brasil atualmente, ainda preocupa por possuir alta taxa de letalidade – aproximadamente 100% em humanos, segundo o Ministério da Saúde. A zoonose é causada pelo vírus Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, e acomete o sistema nervoso central dos mamíferos, após contato com a saliva de animais silvestres contaminados, como morcegos, gambás e macacos.

Segundo o médico veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Pitágoras Ipatinga, Dr. Bruno Drumond Mendes, as chances de contaminação se dão principalmente por meio de mordedura, mas também podem acontecer em caso de arranhadura, lambedura ou contato da saliva do animal doente com uma ferida. “Pessoas e animais expostos à saliva de morcegos, raposas, animais silvestres, assim como cães e gatos desconhecidos ou com comportamento alterado, devem procurar imediatamente as Unidades de Saúde.

O médico veterinário explica que o tempo entre a infecção e o aparecimento da doença varia muito, com o vírus podendo permanecer em incubação no organismo semana à meses, dependendo da localização, extensão e profundidade do contato. “Como ocorre acometimento do Sistema Nervoso os sintomas e sinais de contaminação são inespecíficos e duram em média entre 2 a 10 dias”, explica.

Em caso de exposição ou mordida em seres humanos, Dr. Bruno orienta que a ferida deve ser limpa com água e sabão e em seguida, deve-se procurar atendimento médico para avaliação de qual medida terapêutica a ser tomada, soroterapia ou vacinação, que está disponível no sistema público de saúde.

A maneira mais eficaz de prevenir a doença em animais é a vacinação antirrábica. “É necessário que os animais de estimação recebam as imunizações adequadas e passem por consultas de rotina com o médico veterinário. Além disso, também é recomendado evitar o contato com animais desconhecidos e que apresentem comportamento alterado do normal”, orienta o docente.

“Todos os animais devem receber a vacinação conforme o calendário orientado pelo médico veterinário, assim como todos os seres humanos que são considerados de risco – pessoas que trabalham diretamente com animais ou possuem contato direto com matas e florestas”, finaliza.

Publicações relacionadas