Tá procurando o quê?
Onde?

Preço do arroz revolta consumidores em supermercados de Ipatinga

 Preço do arroz revolta consumidores em supermercados de Ipatinga

Na última quarta-feira (9), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, notificou empresas e e associações cooperativas ligadas à produção, distribuição e venda de alimentos da cesta básica para questionar a alta nos preços dos produtos do segmento alimentício, especialmente o arroz.

Diante da situação, no mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro chegou a fazer um apelo pedindo lucro “próximo de zero” aos donos de supermercados do país.

Leia Mais: Ministério da Justiça cobra supermercados por alta nos preços dos alimentos

Nesta quinta-feira (10), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou hoje (10) que o governo tomou as medidas necessárias para tentar conter a alta no preço do arroz e evitar um desabastecimento do produto nas prateleiras. “As medidas que podiam ser tomadas, foram tomadas, para fazer a estabilidade e o equilíbrio para esse produto”, disse em um vídeo publicado na sua conta oficial no Twitter.

Enquanto o governo federal tenta encontrar soluções para aplacar a inflação do preço do arroz, os consumidores se desdobram na tarefa encontrar saídas e garantir a manutenção do alimento nas mesas. Em Ipatinga, a equipe do Portal MaisVip foi até um dos supermercados do município para registrar a opinião de cidadãos sobre o atual cenário de quem planeja fazer as compras do mês.

Juliana, de 42 anos, disse estar revoltada com o aumento do preço do arroz, e cobra do governo medidas urgentes visando as dificuldades que uma grande parcela da sociedade enfrentou durante a crise do coronavírus. “É um absurdo! aumentar o preço porque é bom para a exportação enquanto o consumo interno sofre para conseguir comprar um saco de arroz”, disse indignada.

A estudante Ana, de 21 anos, lamenta a atual circunstância mas se mostrou não estar surpresa com a dificuldade. “Já era previsto por causa da pandemia que muita coisa iria ficar mais cara. Então agora não existe muita saída”, explica.

Fabio, de 54 anos, que fazia compras ao lado de sua família, também não mediu críticas a todo o conjunto de fatores que trouxeram a economia brasileira para a atual realidade. Para o metalúrgico, a crise econômica e política se reflete de maneira catastrófica na mesa do brasileiro. “O salário de ninguém aumentou na pandemia, mas o preço do arroz sim. Então sim, eu e a minha família estamos sentindo na pele o reflexo disso”.

Segundo Iago, de 28 anos, as ações feitas pelo governo federal são poucas e insuficientes para garantir uma boa qualidade de vida para o brasileiro, que deve se desdobrar para adquirir bens de consumo, muitas vezes se endividando. “Para quem trabalha tudo bem, mas e quem não está trabalhando? O governo te dá um auxílio porém tira da gente na hora de fazer uma compra. R$ 50 reais o quilo da carne é um roubo”, conta enfurecido.

Crise temporária, dizem especialistas

De acordo com o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Guilherme Bastos, O preço do arroz deve cair no médio prazo em decorrência da busca pelo produto importado.  Em apresentação dos resultados da última safra da temporada 2019/20, divulgados hoje, ele afirmou que “Historicamente, cotações seguem mais altas no segundo semestre por sazonalidade, porém, como o preço interno já ultrapassa a paridade de importação dos principais mercados produtores, é provável que perca sustentação no médio prazo, pois já há intenso movimento das indústrias de beneficiamento na busca pelo produto no mercado internacional”.

Bastos disse ainda que a medida de zerar a alíquota de importação de uma cota de 400 mil toneladas de arroz até o fim do ano, por parte da Câmara de Comércio Exterior (Camex), contribui para a provável perda de sustentação dos preços. “Acreditamos que isenção será precificada pelo mercado no curto prazo, e cotações seguirão tendência de estabilidade com tendência de queda nas próximas semanas”, explica.

Publicações relacionadas