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Prefeitura deseja fechar novamente o comércio de Ipatinga após reunião na segunda (1)

 Prefeitura deseja fechar novamente o comércio de Ipatinga após reunião na segunda (1)

Diante do preocupante quadro de agravamento da pandemia do coronavírus não apenas no município, mas em toda a região, o prefeito de Ipatinga, Nardyello Rocha, antecipou neste sábado (30) que já solicitou para a próxima segunda-feira (1) a convocação de uma reunião extraordinária do Comitê Gestor de Crise, a fim de reavaliar a decisão de funcionamento de diversos segmentos do comércio mesmo em horários e dias restritos. Com a confirmação do terceiro óbito pela doença, na cidade, seguindo-se ao registro de um total de 220 casos positivos, conforme boletim epidemiológico divulgado ainda na noite de sexta-feira (29), ele adiantou que sua recomendação será pela suspensão de todas as atividades comerciais, com exceção dos estabelecimentos considerados essenciais, como farmácias, padarias, postos de combustíveis e supermercados.

“Além dos três óbitos já confirmados em Ipatinga – ponderou o chefe do Executivo –, temos outro em Timóteo, mais dois em Santana do Paraíso e ainda um envolvendo um morador de Açucena, sem contar que em Governador Valadares, distante apenas 100 quilômetros de nós, até sexta-feira a soma era de 12 mortos e mais cinco suspeitos em investigação”.

Para o prefeito, “diante desse delicado cenário, o mais recomendável e prudente seria que todas as cidades da Região Metropolitana suspendessem imediata e uniformemente, por decreto, as autorizações para funcionamento dos diversos segmentos do comércio, como forma de interromper de maneira radical a movimentação de pessoas pelas ruas e conter a onda de contágio. Esta, aliás, foi a tese que defendemos desde o início. Mas, infelizmente, não houve consenso. Sem querer induzir qualquer tomada de posição, já que obviamente cada gestor tem autonomia e a prerrogativa de agir como melhor lhe parecer dentro dos seus limites, entendo que esta seria a medida mais eficaz no momento para impedir a propagação da doença inclusive com seus sintomas mais graves, situação que torna insuficientes os leitos de UTI”, argumentou.

Nardyello lembrou: “Há pouco mais de dois meses, quando tomamos a decisão de fechar o comércio antes de todos os outros municípios, fomos muito criticados, alvos até mesmo de rasteiras politicagens, mas foi isso que conteve por um bom período a curva de ascensão da Covid-19 em nossa área de atuação. Em atendimento a inúmeros apelos e também levando em consideração taxas favoráveis de ocupação dos leitos, mais adiante flexibilizamos as atividades mercantis para oxigenar um pouco a economia (embora o delivery já estivesse autorizado). Contudo, agora não há como transigir. São muitos sinais de alerta acesos”, conclui.

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