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Presidente do Cruzeiro detona o contrato de Fred: “você lê e não acredita”

 Presidente do Cruzeiro detona o contrato de Fred: “você lê e não acredita”

Reprodução

Depois de meses de litígio judicial, o atacante Fred conseguiu rescindir o seu contrato com o Cruzeiro e atualmente está livre no mercado. De acordo com o site Espn, o atacante estaria negociando o seu retorno ao Fluminense. 

Nesta quinta-feira (16), em entrevista ao jornalista para o jornalista Jorge Nicola, o presidente do clube mineiro, José Dalai Rocha, criticou duramente as gestões passadas de Wagner Pires Sá e Givan de Pinho Tavares, alegando que permitiram que contratos irresponsáveis fossem assinados. 

“O contrato do Fred é um desses que você lê, lê, lê e não acredita que possa ter sido assinado. É um negócio impressionante. Os contratos, eu costumo falar que alguns contratos o Cruzeiro tem tanta chance quanto a Chapéuzinho Vermelho diante do Lobo Mau”, comentou. 

Sobre os gastos abusivos que conduziram o Cruzeiro para a maior crise financeiro da história do clube, Dalai Rocha disparou. “Não vou especificar a cláusula, mas o jogador entra ganhando R$ 100 mil e tem uma cláusula que se ele participar de 5 jogos ganha um aumento de 50%. Se participar de 20 jogos, tem aumento de mais 50%. Então um salário que de R$ 80 mil passa com facilidade R$ 180 mil e com mais facilidade ainda para R$ 360 mil e com uma facilidade incrível para R$ 500 mil. Estamos cheios de contratos assim”.

Quando assinou com o arqui rival, Atlético em 2016, Fred e o clube alvinegro chegaram a um acordo que determinava que o centroavante deveria pagar uma multa de R$ 10 milhões ao Galo caso assinasse com o Cruzeiro. O clube celeste que vai jogar a série B em 2020 assumiu o pagamento da multa, mas ainda não foi efetuado. Desde então, os grandes rivais de Minas brigam na Justiça por uma decisão e o atual presidente vê uma situação favorável aos cruzeirenses.

“A questão do Fred tem aquela cláusula de que o Fred pagaria uma multa de R$ 10 milhões se fosse pro Cruzeiro e o Cruzeiro assumiu a responsabilidade dessa multa caso ela venha a se concretizar. Na Justiça Esportiva, o Atlético já teve ganho de causa. A questão, porém, é que vai ser discutido na Justiça Trabalhista. Essa que vai dar a última palavra e o que consta é jurisprudência que o empregador não pode tolher o empregado de trabalhar. Seria cláusula não escrita”, analisou.

“Certo que o Atlético tem outros argumentos, mas o Cruzeiro tem essa argumentação que na Justiça do Trabalho é cláusula não escrita quando, de alguma forma, o empregador quer tolher o empregado de voltar a se inserir no mercado. Eu acho que o Cruzeiro vai ficar livre dessa multa”, finalizou sua fala.

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