Vida normal só no segundo semestre, indica Secretário da Saúde de MG

 Vida normal só no segundo semestre, indica Secretário da Saúde de MG

Secretário da Saúde diz que pico da Covid-19 em Minas será em maio

 

O Secretário de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, afirmou em entrevista à Rádio Itatiaia nessa segunda-feira (13), que pico no número de casos da Covid-19 no estado deve ocorrer no dia 6 de maio. Ainda segundo ele, não poderemos pensar em voltar a vida normal antes de junho.

Quanto maior o isolamento menor a transmissão entre as pessoas. Entendemos que não é simples manter um isolamento alto por muito tempo, mas a ideia nossa é que pelo menos acima 50% tem de ser mantido. É uma epidemia longa. Nós entendemos que maio e junho serão épocas de maior transmissão. Ou seja, não dá para pensarmos em baixar e voltar a uma vida normal antes de junho”, afirmou.

De acordo com o Secretário, com as medidas de isolamento social tomadas pelo governador do estado, Romeu Zema (Novo), e pelos prefeitos das cidades mineiras, a projeção de casos mudou e uma nova projeção será feita a fim de averiguar se a capacidade de leitos no estado irá servir para atender todos os casos.

“Nesta semana, já devemos fazer uma nova projeção. Nós mantemos o isolamento justamente para não manter um pico tão alto, isso que queremos. Porque toda vez que falamos sobre pico de incidência, corre risco de ser maior do que a capacidade. Temos, nesse momento, uma relação muito justa. Passaremos muito aperto, mas melhoramos muito. Quando entramos em isolamento, tínhamos pico de 14 mil infectados, hoje falamos em 5,6 mil, não falando apenas nos pacientes de leitos de CTI, mas leitos como um todo. Temos seis mil leitos clínicos e 877 leitos vagos, então teríamos capacidade boa”, disse o secretário.

Casos de Covid-19 em Minas Gerais

Até a tarde dessa segunda-feira (13), conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), foram registrados 815 casos confirmados do novo coronavírus no estado, além de haver 64 óbitos em investigação, 207 mortes suspeitas descartadas e 23 óbitos confirmados.

Dos 23 mortes confirmadas:

  • Sexo: 14 são homens e nove são mulheres;
  • Histórico de comorbidades: 18 tinham comorbidades e cinco não;
  • Idosos: 19 são idosos e quatro não.

 

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