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Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) estreia em Belo Horizonte na próxima semana

Ser embalado a vácuo, mudar de cabeça e balançar em um mundo real e virtual ao mesmo tempo são algumas das experiências que aguardam os mineiros na exposição Disruptiva, iniciativa do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – que acontece gratuitamente no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Belo Horizonte, de 19 de janeiro a 19 de março de 2018.

Com curadoria de Ricardo Barreto e Paula Perissinotto, a edição do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – montada especialmente para Belo Horizonte reúne mais de 120 obras, de instalações totalmente imersivas a videogames e animações.

Duas das obras vão, literalmente, transportar o visitante para dentro de um mundo inédito. Shrink 01995, de Lawrence Malstaf, embala a plateia a vácuo entre duas folhas de plástico transparente e deixa-a verticalmente suspensa. Physical Mind, de Teun Vonk, deita os participantes entre dois objetos infláveis, que os erguem do chão e os espremem suavemente.

Há obras que abordam a relação entre movimento real e movimento digital; movimento físico e movimento sonoro. Em Swing, de Christin Marczinzik e Thi Binh Minh Nguyen, o público se senta em um balanço usando óculos 3D que interagem com a intensidade do balançar, sendo levado em um voo por um mundo de maravilhas.

A interatividade também é destaque em nove instalações que sugerem a imersão digital, selfies, a emoção real e virtual. Em Little Boxes, de Bego Santiago, é a plateia que vai movimentar a obra: pessoas minúsculas projetadas em caixas de madeira ficam apavoradas com a presença dos visitantes que entram na sala: gritam, fogem e se escondem.

E em To Reverse Yourself, de Bohyun Yoon, um espelho autônomo cria uma imagem híbrida de dois espectadores, combinando o corpo de um com o rosto de outro – e vice-versa.

A exposição abre, ainda, a possibilidade do jogo, da conexão e da ludicidade, com um dos destaques neste setor: Dear Angelica, de Oculus Story Studio, um filme de realidade virtual, ilustrado à mão, que leva o público a navegar entre desenhos gigantescos, em uma narrativa espetacular cheia de memórias de uma adolescente.

 

Desde sua primeira edição, em 2000, o FILE tem apresentado exposições coletivas, com o propósito de mostrar a diversidade de expressões da arte eletrônica e fornecer uma visão abrangente da produção de cada período em diferentes países. Em sua 19ª edição, o Festival passou por São Paulo e Brasília e estreia em Belo Horizonte por meio de uma parceria inédita com o Centro Cultural Banco do Brasil, que em 2018 ainda levará a exibição para o CCBB do Rio de Janeiro.

 

Sobre o FILE – O FILE é uma iniciativa cultural que viabiliza reflexões sobre as principais questões do universo eletrônico-digital desde o ano 2000, consolidando o Brasil como um dos protagonistas dessas discussões na comunidade internacional. O projeto pioneiro nasceu em São Paulo, capitaneado por Ricardo Barreto e Paula Perissinotto, e já exibiu trabalhos de artistas digitais de 32 países a públicos de todas as idades em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, São Luís e Vitória. Desde a virada deste milênio, o festival tem conseguido aproximar os mais diversos públicos de obras de arte, debates e pesquisas que utilizam a tecnologia como suporte ou como inspiração. Por meio de uma apurada seleção de encontros, oficinas e exposições coletivas de arte digital, o FILE fomenta não só o acesso às criações digitais, mas a produção de novas técnicas e experiências tecnológicas.

 

 

SERVIÇO

FILE – FESTIVAL INTERNACIONAL DE LINGUAGEM ELETRÔNICA

Abertura: 19 de janeiro de 2018

Período da exposição: de 19 de janeiro a 19 de março de 2018

 

Entrada gratuita

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA

Livre

CURADORIA

Ricardo Barreto e Paula Perissinotto

 

PATROCÍNIO

Banco do Brasil

FONTE: Agência Galo

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