O controle de avanço e velocidade é mais uma medida da Prefeitura de Ipatinga para minimizar o número de acidentes de trânsito na cidade. A ação agrega aos projetos da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) com o objetivo de proporcionar mais segurança aos condutores e pedestres. A utilização do equipamento em Ipatinga recebeu apoio da Polícia Militar e Instituto Trânsito Seguro que, em sua razão social, recebe o nome de “Instituto Raquel Barreto em Defesa da Vida”.
Em entrevista, o comandante da 12ª região de Polícia Militar, coronel Geraldo Henrique Guimarães afirmou que é necessário adotar medidas para minimizar os efeitos trágicos do trânsito na cidade. “Trata-se de uma ferramenta que auxilia na redução do número e gravidade dos acidentes. É utilizada nas principais cidades do mundo. A falta do dispositivo não é a única responsável pelo aumento de acidentes. Tem ainda os fatores como aumento da frota circulante, idade da frota, buracos na pista, sinalização precária, fiscalização dentre outros interferem”, avalia.
Segundo informações do comandante a frota de veículos saiu de 54.108 em 2001 para 105.152 em 2010. “O número de acidentes em 2001 foi 2.502 e 4.947 em 2010. Após o desligamento dos controladores, a média de vítimas fatais saiu de 25/ano para 42/ano. A medida da Prefeitura ao retornar os controladores é um ato a favor da vida e se impõe como uma prioridade”, reforça. O coronel acredita que a iniciativa é bem vinda. “A aceitação da comunidade poderá vir se houver a campanha com depoimentos de familiares de vítimas. Mas os números dirão por si. É preciso lembrar, porém, que não haverá unanimidade”, acredita.
Quem também apoia a fiscalização eletrônica é Maria de Lourdes Barreto Silva, presidente do “Instituto Raquel Barreto em Defesa da Vida”, nome de sua filha que morreu vítima de um acidente de trânsito. “Acredito que esta é uma excelente medida para contribuir com a redução de mortes no trânsito. Os motoristas deverão ficar mais atentos, resultando em mais respeito a sinalização. É mais um ganho para a vida, por isso parabenizo a administração municipal pela iniciativa”, pondera Lourdes.
Fatores
As mortes no trânsito trazem prejuízos também para a economia. Dados revelam que um terço do orçamento do Ministério da Saúde é destinado para atendimento a vítimas de acidentes. Os gastos com essas vítimas consomem 3% do Produto Interno Bruto do Brasil. A preocupação aumenta com o crescimento acelerado da frota de veículos, principalmente motocicletas, consideradas mais perigosas para os condutores.
O excesso de velocidade e o uso do álcool foram confirmados pelos especialistas como as principais causas dos acidentes de trânsito. A aceleração em 10 quilômetros por hora já faz diferença. A probabilidade de acidente com um carro a 50 km/h é de um para cada dez veículos; mas na velocidade de 60 km/h, o risco some para três a cada dez. A estatística é que 95% dos acidentes são responsabilidade do condutor.
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