Notícia

28/02/2013 >> Timóteo

PRISÃO DE ESTELIONATÁRIO E FALSIFICADOR DE DOCUMENTO PÚBLICO E PARTICULAR

Na tarde desta quarta feira a Polícia Civil de Timóteo –MG, sob o comando do Delegado Titular da Comarca, Gilmaro Alves procedeu a prisão de um estelionatário carioca que estava na cidade para aplicação de golpes diversos.
PAULO SERGIO ALVES DE LIMA foi ouvido na Delegacia de Polícia e deixou todos perplexos dado a magnitude dos golpes. Investigações da Polícia Civil iniciadas pelos inspetores Rodrigo Siqueira e Paulo Sérgio Lima concluíram que o carioca estava em um quarto de hotel em Timóteo, perfazendo consumo excessivo e que na posse deste foi encontrado diversos cartões de crédito, uma máquina de magnetização de cartão, um computador e diversos documentos em nome de várias pessoas. Juntamente com o preso foi encontrado ainda uma identidade de São Paulo em nome de PAULO SERGIO ALVES DE LIMA, identidade esta que é falsa segundo o próprio investigado, com dados verdadeiros (segundo o preso). Ora, em conversa com o Delegado de Polícia, o mesmo afirmou que certamente o nome também é falso, visto que porque uma pessoa faria uma identidade falsa com seus dados verdadeiros? Questionaram os policiais. A polícia disse também que há indícios que este nome também seja falso.
DA FRAUDE
Em verdade era um bando que age em vários estados da federação, justamente para dificultar a prisão, visto que parte do bando ficava em São Paulo, outra parte no Rio de Janeiro e Bahia, sendo que a função de cada participante era delimitada. As pessoas que estavam nos outros estados colocaram um equipamento denominado “chupa cabra” nos caixas eletrônicos que por suas vezes copiavam as senhas e os números dos cartões. Estes repassaram estes dados para o preso de Timóteo, que utilizando a máquina e um avançado programa de computador (no interior do hotel) magnetizava os cartões “virgens” com os dados de correntistas diversos. A função do PAULO SERGIO ALVES DE LIMA era justamente efetivar os saques e fazer a partilha dos valores entre o bando.
Em depoimento na Polícia Civil veja o que disse o conduzido:
Após a oitiva do conduzido, passou a Autoridade a interrogar o(a) CONDUZIDO presente que disse chamar-se PAULO SERGIO ALVES DE LIMA, brasileiro(a), RG SP 23.644.323-33, estado civil solteiro, nascido(a) aos 01/10/1970, natural de São Paulo - SP, filho(a) Pai não declarado e de Maria Alves de Lima, profissão Vendedor, residente na Rua Padre Marinho, 287, casa 09, Parque Guararape, Município de Duque de Caxias - RJ. Sabendo ler e escrever (3º grau incompleto); QUE, com relação aos motivos de sua apreensão, passa a INFORMAR que na data de domingo passado próximo (24/02/2013), o declarante chegou na cidade de Timóteo, onde hospedou-se no hotel Flamboyant; QUE no referido hotel, forneceu o nome de ALEXANDRE DOS SANTOS, tendo inclusive assinado como o mesmo; QUE neste ato apresentado a ficha original do hotel, confirmou que de fato a assinatura é de punho do declarante; QUE no hotel, passou a efetivar vários gastos; QUE chegou na cidade de Timóteo para praticar golpes de 171, na expressão do declarante; QUE trouxe para esta cidade uma maquina magnetizadora, bem como vários cartões, sendo que a referida maquina, quando acoplado em seu notebook, é capaz de magnetizar os cartões com os números de cartões de clientes diversos, ou seja, basta passar o cartão na maquina que em conjunto com o programa de computador, consegue acoplar dados diversos nesses cartões, para que possa então efetivar os saques; QUE o objetivo do declarante era justamente magnetizar os vários cartões e efetivar diversos saques; QUE o valor iria depender da situação encontrada na cidade; QUE perguntado, RESPONDEU que os saques seriam procedidos de correntistas de alguns estados do pais, de correntistas de Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro; QUE em seu computador existe mais de 500 (quinhentos) dados de correntistas diversos de dados dos estados acima; QUE de forma aleatória, iria pegar os cartões “virgens”, fazer constar os números nos cartões, para que pudesse então, se deslocar ate as unidades bancarias para efetivar os saques; QUE perguntado, RESPONDEU que os dados dos correntistas diversos já estavam com o declarante, sendo que o declarante recebe por email , geralmente de pessoas que trabalham no bando e que ficam em outras cidades; QUE o processo consiste em instalar o equipamento denominado “chupa cabra”, em caixas eletrônicos, que por suas vezes gravam os dados do cartão e senha; QUE com esses dados gravados são enviados para o declarante, que por sua vez, em outros estados lhe cabe a efetivação dos saques; QUE recebe esses dados por email, que por suas vezes utilizando de seu computador e máquina ora apreendidos, faz contar esses dados nos cartões virgens; QUE perguntado, RESPONDEU que em encontra-se com quatro cartões virgens em nome de PAULO SERGIO ALVES DE LIMA, bem como em nome MARCILIO SOUSA SILVA, sendo essa pessoas participante do bando e que manda as informações; QUE perguntado, RESPONDEU que existem também diversas boletas em nomes de inúmeras pessoas, de compras efetivadas; QUE perguntado, RESPONDEU que de fato em alguns locais possui o nome como PAULO SERGIO ALVES DE LIMA, outros PAULO SERGIO DE LIMA; QUE perguntado, RESPONDEU que é natural do estado do Rio de Janeiro e que reside no Rio de Janeiro; QUE perguntado, RESPONDEU que o porque de ter uma identidade do estado de São Paulo, afirmou que esta identidade do estado de São Paulo com registro geral 23.644.323-33 é falsa, sendo que esta identidade fora feita por uma pessoa no Estado do Rio de Janeiro; QUE perguntado, RESPONDEU que pagou pela identidade o valor de R$60,00 (sessenta reais); QUE o papel é falso mas a fotografia é do declarante; QUE perguntado, RESPONDEU que os cartões podem ser utilizados em qualquer unidade bancaria; QUE perguntado, RESPONDEU que esta utilizando a identidade falsa, ora apreendida e que foi esta a identidade apresentada aos policiais civis.

Segundo o Delegado Gilmaro Alves e os investigadores Paulo Sérgio Lima e Rodrigo Siqueira as investigações em verdade partiram deste ponto inicial, sendo que estas continuam, mesmo porque diversas pessoas precisam ser identificadas. A polícia não descarta a possibilidade de equipamentos terem sido acoplados em bancos do Vale do aço, o que a investigação irá determinar.


Por Divulgação

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