Guilherme diz que responsabilidade pela falta de gols deve ser dividida

O ataque do Atlético anda devendo, e muito. No returno do Campeonato Brasileiro, quando a equipe esboçou reação, apenas dois dos nove gols marcados pelo time foram feitos por atacante (ambos de Magno Alves contra o Bahia). Com o Galo no sufoco para deixar a zona de rebaixamento, a cobrança é ainda maior sobre os homens de frente. Um dos mais pressionados é Guilherme. Em 15 jogos, marcou apenas dois gols.

Contratado do Dínamo de Kiev por seis milhões de euros, ele era a grande aposta da diretoria para balançar as redes adversárias. Não correspondeu ainda. Também não quer carregar toda a responsabilidade pela falta de gols do time. “São vários homens. Eu, o Magno, o André, o Obina, o Cambalhota. A responsabilidade é de todos. Não dá para jogar em cima de um só”, disse Guilherme, que vê todo time como responsável pela escassez de gols: “Nem sempre as finalizações são só por atacantes. Da mesma forma que a responsabilidade de defender não pode ser só dos zagueiros.”

Sem jogar há três partidas, por causa de lesão, ele pode voltar à equipe neste sábado contra o América. A falta de sequência, justamente devido às contusões, é apontada como obstáculo para alcançar melhor rendimento.

“Você, quando volta, precisa de no mínimo três, quatro jogos para se adaptar. Muitas vezes, não tenho jogado nem isso. No meu caso, as lesões atrapalharam. É procurar estar bem de novo e ajudar”, disse.

A lesões seguidas, na opinião do jogador, fazem parte do futebol: “Não me sinto muito feliz por estar tendo essas lesões. É normal, não acontece só comigo. Mas as pessoas, às vezes, não têm paciência. É torcer, pedir a Deus para que não aconteça mais e que eu termine o campeonato podendo ajudar o Atlético do jeito que quero.”

Apoio para reencontrar o futebol que o destacou no Cruzeiro não falta. O presidente do Galo, Alexandre Kalil, já reafirmou que confia no atacante: “Vejo como elogio. Uma pessoa que entende de futebol, que sabe como foi meu percurso nos últimos dois anos. Já sabia das dificuldades que ia encontrar. Tenho o Kalil como um pai, um amigo. Tenho certeza que ele vai ter essa resposta minha”, disse Guilherme, que teve passagem apagada pelo Dínamo de Kiev.

Fonte: SuperEsportes

 

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