O Cruzeiro mostrou raça, jogou bem, mas acabou ficando no empate em 3 a 3 com o São Paulo, nesta quarta-feira, em Sete Lagoas. Melhor do que a igualdade, foi a boa impressão que os jogadores celestes deixaram na torcida que compareceu à Arena do Jacaré e jogou junto com o time durante todo o tempo.
Muito agudo no ataque, o São Paulo também jogou muito bem e fez a partida ser uma das melhores do Campeonato Brasileiro até aqui. O Cruzeiro saiu na frente, mas os paulistas viraram no segundo tempo, o clube celeste chegou ao empate em 2 a 2, voltou a ficar atrás no placar e empatou aos 34 da etapa final.
Com a igualdade, o Cruzeiro chegou aos 30 pontos e se livrou de entrar na zona da degola ainda nesta rodada. O São Paulo foi aos 47 e segue na briga pela ponta da tabela.
O clube celeste volta a campo na próxima quarta-feira, dia 12, contra o Bahia, às 21h50, no Estádio do Pituaçu, em briga direta na parte de baixo da tabela. Já o São Paulo recebe o Internacional no Morumbi, no mesmo dia, às 16h.
Raça e Fábio embalam o Cruzeiro
Os primeiros minutos de jogo prenunciaram toda a tônica da partida: um Cruzeiro muito aguerrido, diferente das últimas partidas, e um São Paulo veloz e perigoso nas jogadas de ataque, como de costume. Aos 8 minutos, o Tricolor deu as cartas. Luís Fabiano tabelou com Jean, que saiu livre na entrada da área e chutou cruzado com muito perigo ao gol de Fábio.
Quatro minutos depois, o Cruzeiro descontou com jogada parecida. Vítor tabelou com Farías pela direita, o argentino tocou de calcanhar para o lateral, que finalizou cara a cara com Rogério Ceni. O goleiro acabou defendendo o chute fraco de Vitor.
Com postura agressiva no ataque, não demorou muito para o Cruzeiro abrir o placar. Aos 12, Montillo fez bela jogada individual pela esquerda, em velocidade, e cruzou rasteiro para Keirrison marcar seu primeiro gol com a camisa estrelada: 1 a 0.
A partida seguiu movimentada. O São Paulo explorava o lado esquerdo da defesa do Cruzeiro, já que Everton dava espaço por aquele setor. Tanto que aos 23 minutos, Juan penetrou sozinho dentro da área e chutou forte. A bola explodiu na trave de Fábio.
Aos 29, Cícero fez jogada individual, penetrou na área e caiu. O árbitro marcou pênalti de Fábio no jogador são-paulino, embora o goleiro não tivesse tocado no adversário. O capitão cruzeirense ainda levou cartão amarelo.
Na cobrança, Luis Fabiano chutou forte rasteiro no canto esquerdo e Fábio voou na bola para realizar a defesa, sua 12ª em pênaltis sob as traves cruzeirenses.
O jogo ficou ainda mais movimentado. O São Paulo tentava a todo custo seu gol, que quase veio aos 43 minutos. Cícero entrou pela esquerda da área e tocou na saída de Fábio, por cima do goleiro. O lateral Everton salvou o Cruzeiro, tirando a bola no ar, em cima da linha.
Na saída para o intervalo, o meia Roger alertou o time para a manutenção da atenção e do ritmo de jogo para o segundo tempo. “O jogo não termina no primeiro tempo, tem que manter, sofremos uma pressão, mas é porque o outro time tem muita qualidade, temos que tentar jogar ainda mais para sairmos com a vitória”.
Cinco gols e segundo tempo empolgante
Precisando da vitória para se manter na briga pela liderança do Campeonato Brasileiro, o São Paulo voltou do intervalo buscando o gol celeste a todo instante. Logo aos 5 minutos, Luis Fabiano subiu na área e cabeceou na trave de Fábio, mas o assistente acabou marcando impedimento.
O São Paulo encontrava espaços na defesa do Cruzeiro, que mantinha a postura aguerrida. O clube celeste ameaçava nos contragolpes. Aos 9, Vitor cruzou na pequena área a meia-altura para Farías, que acabou furando a cabeçada de ‘peixinho’.
Jorge Gontijo/EM/D.A Press
Torcida jogou junto com o time e deixou a Arena do Jacaré satisfeita com a postura aguerrida dos jogadores
A perda do gol custou caro ao time e a garra do Cruzeiro não foi suficiente para parar o ataque são-paulino. Aos 14 minutos, Luis Fabiano enfiou a bola para Cícero, que penetrou sozinho na esquerda da área celeste e tocou na saída de Fábio, empatando o duelo: 1 a 1.
Aos 19, o São Paulo marcou um gol bem anulado pelo árbitro Paulo Henrique Godoy Bezerra. João Filipe tocou para Luis Fabiano, que empurrou para as redes em posição de impedimento.
Um minuto depois, o São Paulo virou a partida. Com Charles e Roger nitidamente cansados em campo, o atacante Dagoberto recebeu a bola no meio, passou facilmente por Marquinhos Paraná, Wellington Paulista, Leo, Victorino e Vitor, e tocou na saída de Fábio, por cima do goleiro, marcando um golaço: 2 a 1.
Diferentemente das partidas anteriores, o Cruzeiro não acusou o golpe e seguiu aguerrido. Aos 26, o clube celeste chegou ao empate. Montillo cobrou falta pela esquerda e cruzou para a área. Rogério Ceni saiu mal e a bola sobrou entre Charles e Luís Fabiano. O são-paulino escorregou e o volante cruzeirense não perdoou. Soltou a bomba para empatar: 2 a 2.
Cinco minutos depois, o São Paulo voltou a ficar à frente do placar. Dagoberto cruzou da direita na cabeça de Juan, que, livre de marcação, deixou sua marca: 3 a 2. Outra vez, o Cruzeiro não acusou o golpe e foi para cima do São Paulo, embalado pela torcida.
As saídas de Roger e Farías e entradas de Élber e Anselmo Ramon, respectivamente, deixaram o clube celeste revigorado na busca pelo empate. Aos 34, ele veio. Montillo cobrou escanteio no miolo da área, Everton resvalou de cabeça e a bola sobrou para Anselmo Ramon cabecear na pequena área: 3 a 3.
Cruzeiro
Fábio; Vítor, Leo, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná, Charles, Roger (Élber) e Montillo; Keirrison (Wellington Paulista) e Farías (Anselmo Ramon).
Técnico: Vágner Mancini
São Paulo
Rogério Ceni; Jean (Casemiro), Rhodolfo, João Filipe e Juan; Denílson, Carlinhos Paraíba, Cícero e Rivaldo; Dagoberto (Marlos) e Luís Fabiano
Técnico: Adilson Batista
Motivo: 28ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 5 de outubro de 2011 (quarta-feira)
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Gols: Keirrison, aos 12 do primeiro tempo, Cícero, aos 14, Dagoberto aos 20, Charles aos 26, Juan aos 31, Anselmo Ramon aos 34.
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Erich Bandeira e Nadine Schram Camara Bastos
Cartões amarelos: Fábio, Charles e Anselmo Ramon (Cruzeiro) e Dagoberto, Denílson, João Filipe (São Paulo)
Cartão vermelho: Denílson
Público pagante: 9.944
Renda: R$ 108.375,00
Fonte: SuperEsportes
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